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Crônicas e Artigos

Ano 7 - N° 323 - 4 de Agosto de 2013

RICARDO ORESTES FORNI
iost@terra.com.br
Tupã, SP (Brasil)

 
 


Lenta mudança
 

“De duas maneiras se opera, como já o dissemos, a marcha progressiva da Humanidade: uma, gradual, lenta, imperceptível, se se considerarem as épocas consecutivas, a traduzir-se por sucessivas melhorias nos costumes, nas leis, nos usos, melhoras que só com a continuação se podem perceber, como as mudanças que as correntes dágua ocasionam na superfície do globo; a outra, por movimentos relativamente bruscos, semelhantes aos de uma torrente que, rompendo os diques que a continham, transpõe nalguns anos o espaço que levaria séculos a percorrer. É, então, um cataclismo moral que traga em breves instantes as instituições do passado e ao qual sobrevém uma nova ordem de coisas que pouco a pouco se estabiliza, à medida que se restabelece a calma, o que acaba por se tornar definitiva. Àquele que viva bastante para abranger com a vista as duas vertentes da nova fase, parecerá que um mundo novo surgiu das ruínas do antigo.” – Allan Kardec, A Gênese, cap. XVIII. 

Quantas vezes, ao assistir ligeiramente aos noticiários da televisão repletos de crimes selvagens que são suavizados com a denominação de “hediondos” e que são punidos com penas risíveis nesse sistema de progressão de penas, não fiquei indagando a mim mesmo onde estaria esse mundo de regeneração?

Quantas vezes vendo o criminoso valer-se da impunidade não indaguei onde estaria o começo desse mundo de regeneração?

Quantas vezes vendo doentes morrerem na porta de hospitais superlotados, mal aparelhados, sucateados em sua capacidade de oferecer o mínimo que a população tem direito, não questionei sobre esse mundo de regeneração?

Estupros de vulneráveis, pedofilia, genocídios, corrupções impunes, morte ocasionada pela fome, tsunamis, terremotos, acidentes com centenas de vida, abandono de recém-nascidos, de velhos, suicídios, abortos, não senti uma derrota dentro da alma e a sensação de que o mundo de regeneração era um sonho poético do mais utópico dos poetas?

Mas quando abro essa passagem de Allan Kardec no livro A Gênese, sinto a semente da esperança agitar-se no solo fértil da eternidade! Como Kardec foi tão lúcido e preciso em suas colocações!

Abro a revista VEJA em sua edição 2330 de 17 de julho de 2013 e encontro a notícia de que o apoio ao aborto diminui entre americanos, e lei restritiva no Texas reflete isso. Vale a pena reproduzirmos um trecho: “Mudar de ideia – e de leis que não sejam as garantias civis imexíveis – é inerente às democracias, mesmo quando as mudanças parecem superficialmente conflitantes. Nos Estados Unidos, isso está acontecendo em relação a duas questões importantes, a do casamento civil de homossexuais e a do aborto. Enquanto a aprovação à primeira se amplia, na segunda, ela se retrai. Em 1996, 56% dos americanos eram a favor do aborto e 33% contra. Hoje, quarenta anos depois da célebre decisão da Suprema Corte que possibilitou a disseminação legal da intervenção, os números equivalentes são 45% e 48%. Um reflexo disso foi a aprovação do projeto de lei no estado do Texas que proíbe os abortos depois dos cinco meses de gravidez e obriga, quando autorizados, que sejam realizados em centros cirúrgicos, limitando-os amplamente na prática”. Em relação ao que existia na década de noventa, isso já é uma pequena vitória.

A outra notícia da mesma revista que nos dá esperança na mudança desse mundo atual foi em relação ao engenheiro Masao Yoshida, herói da usina nuclear de Fukushima, no Japão. Ele e a sua equipe arriscaram a própria vida para evitar que o desastre provocado pelo tsunami de março de 2011 assumisse proporções incontornáveis. Yoshida permaneceu em seu posto mesmo depois do alerta atômico, comandando o bombeamento da água do mar para resfriar os reatores cujo sistema de refrigeração havia sido destruído pela onda gigante. O engenheiro Yoshida desencarnou vítima de câncer. Obviamente que a vaidade e o orgulho do ser humano negam a relação da doença que o vitimou com a irradiação a que se expôs para evitar uma catástrofe maior. Se pudessem, negariam também a relação com as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki e todas as vítimas de câncer com essas duas explosões. Fica mais fácil de aliviar a consciência. Contudo, não ludibriam as Leis da Vida.

Muitos autores que merecem crédito, afirmam que Emmanuel, através de Chico Xavier, anunciou que o mundo de regeneração terá início em 2057. Entendamos bem: terá início! O que é bem diferente de dizer que estará consumado. Para esse intento, temos todo o terceiro milênio à nossa disposição.

“O progresso da Humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, por conseguinte, a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.” – A Gênese, cap. XVIII.

Creio que já posso ouvir e ver determinadas notícias na televisão com mais calma e menos preocupação. Ou será melhor desligar o aparelho? O mundo de regeneração virá com os homens e apesar dos homens. Não estarei mais nele, mas espero ter méritos de voltar a ele na próxima...


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita