WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

Crônicas e Artigos

Ano 7 - N° 307 - 14 de Abril de 2013

JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA DE PAULA
depaulajoseantonio@gmail.com
Cambé, PR (Brasil)

 
 


Conforme o modo como vemos a vida, podemos abrandar ou agravar os nossos sofrimentos


Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no seu capítulo V, “Bem-Aventurados os Aflitos”, item 13, Allan Kardec afirma que, conforme a maneira de ver a vida, nós podemos abrandar ou agravar os nossos próprios sofrimentos.

Um exemplo bem claro disso aconteceu em nossa clínica há alguns anos. Uma senhora aparentando ser portadora de um equilíbrio incomum dirigiu-se a nós dizendo precisar de nosso concurso terapêutico, como médico e homeopata, mas que talvez nós não fôssemos capazes de compreender o que ela sentia.

Pedimos que tentasse nos explicar e assim ela começou a relatar:

“Sou evangélica, trabalho como missionária, estudo a Bíblia há muitos anos e tenho uma fé inabalável em Deus. Estou falando isso para que você compreenda o que eu pretendo relatar.

Há quatro anos meu filho foi atingido por uma bala perdida e faleceu. Em nenhum momento, questionei os desígnios divinos.

Não sofro por ele ter partido assim tão subitamente. Na verdade, nem acredito que tenha vindo aqui por causa de algum sofrimento. E é por isso que penso que você terá dificuldade para entender o que vim relatar. Não vim até aqui por sofrer, mas por estar cheia de amor por meu filho e não saber como dar vazão a esse sentimento”.

Nesse momento, perguntamos a ela como ela via, como evangélica e missionária, a questão da morte. Onde estaria a alma de seu filho nesse momento?

E ela me respondeu: “Dormindo o sono eterno ao lado de Deus, aguardando o Juízo Final”.

Imediatamente percebemos estar diante de uma dor causada pela forma com que ela via a questão do destino do Espírito após a morte do corpo físico.

Como médico cristão, jamais poderíamos alterar sua forma de crer, não seria ético. Então, como ajudar?

Nessa hora, tivemos uma intuição e lhe perguntamos: “Minha irmã, quando seu filho dormia, na cama ao lado de seu quarto, você não podia amá-lo?”

Ao que ela respondeu:  “Muito! Não raras vezes eu me dirigia ao seu quarto, olhava demoradamente para ele e deixava que meu amor o envolvesse”.

Então, redargui: “Mas, minha senhora, ele estava dormindo...!”.

Ela, imediatamente, replicou: “Mas eu sei que ele me sentia...”.

Então, concluí meu raciocínio para tentar mudar o conceito daquela mulher:  “Então, minha irmã, se ele, dormindo ali ao seu lado, a senhora acreditava que ele podia senti-la, eu não entendo por que agora, que ele dorme ao lado de Deus, ele não registraria seu amor”.

Naquele momento, a expressão facial dela mudou completamente, como se um brilho novo iluminasse seu olhar. E ela, sem perceber, exclamou em voz alta: “Meu Deus, por que não pensei nisso antes”. E se levantou e saiu, como se nem tivesse estado ali. Mas, imediatamente após passar a porta do consultório, ela voltou, olhou-me ternamente e me disse: “Obrigada, muito obrigada”.

E se foi... Nunca mais a vi.

Naquele momento pensamos na imensa sabedoria de Allan Kardec quando nos apresentou esse raciocínio: “Conforme a maneira de ver a vida o indivíduo pode abrandar ou agravar seus próprios sofrimentos”.



 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita