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Ano 6 - N° 302 - 10 de Março de 2013

 
 

 

Cuba e o Espiritismo: uma parceria que vem desde a época de Kardec


Muitas pessoas, até mesmo no meio espírita, se surpreenderam quando foi divulgado que o 7º Congresso Espírita Mundial seria realizado em Cuba, um país submetido ao regime comunista que, como sabemos, jamais criou facilidades, nos diferentes países em que se instalou, para a realização de atividades de natureza religiosa ou metafísica.

Pois bem! O Congresso, que se inicia no dia 22 deste mês, será realizado em Cuba e com o apoio das autoridades governamentais.

De fato, a surpresa não tinha razão de ser, visto que Cuba é, segundo informações divulgadas no ano passado pelo Conselho Espírita Internacional, o 2º país do mundo em quantidade de Centros Espíritas em atividade. na terra de Fidel Castro 535 Sociedades Espíritas registradas junto ao Governo e algumas outras em processo de credenciamento.

O motivo de tão grande número de instituições espíritas, se levarmos em conta o tamanho do país e o número de seus habitantes, é-nos explicado pela própria história do movimento espírita cubano, que ali teve início quando Allan Kardec ainda se encontrava encarnado.

Tudo se iniciou em 1856 e, a partir de então, vários centros espiritualistas foram fundados em Havana, Manzanillo, Caibarien e outras localidades.

Quando em 1888 foi realizado o 1º Congresso Internacional Espiritista, na cidade de Barcelona, Cuba foi o país com a maior representação, e dois anos depois, em 1890, fundava-se a Federação Espírita da Ilha de Cuba, reunindo 23 (vinte e três) instituições.

O país viu também surgirem ao longo dos anos diversos periódicos espíritas, como o jornal Luz de Ultratumba em 1884, A Ilustração em 1878, Luz dos Espaços em 1881, O Archote dos Espíritos em 1882, O Bom Desejo em 1884, A Luz do Evangelho em 1885, A Boa Nova em 1886, A Alvorada em 1888 e A Nova Aliança em 1888.

Em 1902 ganhou destaque internacional o livro A Filosofia Penal dos Espíritas, do célebre escritor, antropólogo e criminalista Fernando Ortiz, que curiosamente se declarou “neo-espiritista”. Destacaram-se também no país os trabalhos do periodista Francisco M. Gonzales Quijano (1862-1926), colaborador de José Martí, fundador do diário A Voz do Povo e participante da criação da Sociedade Espírita Cubana, assim como o escritor Don Salvador Molina, que participou do Congresso de Barcelona.

No tocante à realização de congressos, é digno de nota registrar que de 1935 a 1963 realizaram-se no país 26 Congressos Nacionais, o que reflete as proporções que o movimento espírita alcançou, no decurso dos anos, em toda a ilha.

Os anos passaram e ocorreu a Revolução liderada por Fidel Castro, mas nada conseguiu sufocar as sementes lançadas pelos pioneiros, a ponto de recentemente registrar-se um fato digno de nota, que foi a doação de 14 mil livros espíritas, distribuídos por todos os centros espíritas existentes em Cuba, em atendimento a uma recomendação feita pela própria Ministra de Assuntos Religiosos, Sra. Caridad Diego.

Durante um almoço com o Sr. Nestor Masotti, Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional, Edwin Bravo e Manuel de la Cruz, a Ministra disse que a principal queixa que as autoridades recebiam dos espíritas era de que lhes era muito difícil obter livros espíritas. Nestor Masotti perguntou-lhe de que forma ela considerava que o CEI poderia ajudar. “Enviem um container de livros”, sugeriu a Ministra. A sugestão foi acatada e prontamente atendida, com a ajuda de diversas pessoas, especialmente de Alípio Gonzalez, de Mensagem Fraternal, que doou a maior parte dos 14.000 livros.

Em face dos fatos acima descritos, não há motivo para duvidarmos de que Cuba reúne todas as condições para realização de um grande Congresso, e é isso que todos nós esperamos, para o bem do movimento espírita internacional.



 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita