WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual
Capa desta edição
Edições Anteriores
Adicionar
aos Favoritos
Defina como sua Página Inicial
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

Estudo Sistematizado do Novo Testamento  Inglês  Espanhol

Ano 4 - N° 173 - 29 de Agosto de 2010

THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br

Curitiba, Paraná (Brasil)  
 

O Evangelho segundo Lucas

Terceiro livro do Novo Testamento

 Lucas (Discípulo de Paulo)

(Parte 3)

Damos continuidade nesta edição ao Estudo Sistematizado do Novo Testamento, que compreenderá o estudo dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João e do livro Atos dos Apóstolos. O estudo é baseado na versão em português do Novo Testamento que o leitor pode consultar a partir deste link: http://www.bibliaonline.com.br/tb.

As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões para debate

1. Aos que julgavam que ele fosse o Cristo, que resposta deu João, filho de Zacarias?

2. De qual dos filhos de Noé descendia José, pai de Jesus?

3. De que cidade, os seguidores da lei de Moisés, irados com Jesus, o expulsaram, conduzindo-o até ao cume de um monte para dali o precipitarem?

4. Como se chamava o publicano que ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa?

5. Que pretendia Jesus dizer com esta frase: Ninguém deita vinho novo em odres velhos?  

Texto para leitura

9. Simão é convidado a ser pescador de homens - Certa vez, estando Jesus junto ao lago de Genesaré, viu dois barcos ancorados na praia, enquanto Simão e seus companheiros lavavam suas redes. Entrando no barco de Simão, Jesus pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. Terminada a prédica, disse ele a Simão: “Faze-te ao mar alto, e lança as redes para pescar”. Simão explicou-lhe que, havendo trabalhado toda a noite, eles nada haviam apanhado; mas, ainda assim, lançou a rede, colhendo uma grande quantidade de peixes, tão grande que quase os dois barcos foram a pique. Admirado com o que vira, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador”; mas Jesus lhe disse: “Não temas; de agora em diante serás pescador de homens”. E, levando os barcos para terra, Simão e seus amigos Tiago e João, filhos de Zebedeu, que haviam participado da pesca miraculosa, deixaram tudo, e o seguiram. (Lucas, 5:1 a 5:11.) 

10. Jesus cura o paralítico que entrou pelo telhado - Jesus estava numa daquelas cidades quando um homem cheio de lepra, vendo-o, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe: “Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me”. O Messias, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: “Quero, sê limpo”. E logo a lepra desapareceu dele. Jesus ordenou-lhe então que a ninguém o dissesse, mas que fosse mostrar-se ao sacerdote e oferecesse, por sua purificação, o que Moisés havia determinado, para que lhes servisse de testemunho. Com essas curas sua fama propagava-se ainda mais, e muita gente se ajuntava para ouvi-lo e para ser por ele curada de suas doenças. Ocorreu então que ele estava ensinando, na presença de fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém, quando lhe trouxeram um paralítico. Como a multidão impedia o acesso do homem pela porta da casa, seus amigos subiram ao telhado e, removendo algumas telhas, desceram o paralítico com sua cama, até o lugar onde Jesus estava. O Mestre, vendo a fé deles, disse ao paralítico: “Homem, os teus pecados te são perdoados”. Os escribas e os fariseus começaram então a arrazoar, dizendo que ele blasfemava, porque somente Deus pode perdoar pecados. Jesus, conhecendo seus pensamentos, disse-lhes: “Que arrazoais em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa”. O paralítico ergueu-se  e, tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus, e todos ficaram maravilhados e glorificaram a Deus, dizendo: “Hoje vimos prodígios”. (Lucas, 5:12 a 5:26.) 

11. Os sãos não precisam de médico, mas, sim, os enfermos - Em casa de Levi, onde este ofereceu a Jesus um grande banquete, os escribas e os fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo-lhe: “Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?” Jesus, respondendo, disse: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”. Eles então lhe propuseram nova questão: “Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes e fazem orações, como também os fariseus, mas os teus comem e bebem?” Jesus lhes respondeu: “Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão”. (Lucas, 5:27 a 5:35.) 

12. Os doze discípulos ou apóstolos do Senhor- Era sábado quando os fariseus viram que os discípulos de Jesus arrancavam espigas pelo caminho e, após esfregá-las com as mãos, as comiam. “Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados?”, indagaram eles. Jesus respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes?” Dito isto, afirmou que o Filho do homem é Senhor até do sábado. Depois desse fato, aconteceu outro, semelhante, em dia de sábado e dentro da sinagoga. Jesus estava ensinando ali, quando entrou um homem que tinha a mão direita mirrada. Embora os escribas e fariseus o observassem, Jesus disse àquele homem: “Levanta-te, e fica em pé no meio”. O homem ficou em pé. Então Jesus, virando-se para os escribas e fariseus, disse-lhes: “Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar?” E, antes que respondessem, disse ao homem: “Estende a tua mão”. Ele o atendeu, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. Os escribas e os fariseus ficaram cheios de furor e conferenciavam sobre o que fariam a Jesus, que, dias depois, subiu ao monte para orar, passando a noite em oração. Quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. (Lucas, 6:1 a 6:16.) 

Respostas às questões propostas 

1. Aos que julgavam que ele fosse o Cristo, que resposta deu João, filho de Zacarias?  

João respondeu-lhes dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga. (Lucas, 3:15 a 3:17.)

2. De qual dos filhos de Noé descendia José, pai de Jesus?  

Ele descendia de Sem, filho de Noé. Desse nome é que surgiu o vocábulo semita. (Lucas, 3:23 a 3:38.) 

3. De que cidade, os seguidores da lei de Moisés, irados com Jesus, o expulsaram, conduzindo-o até ao cume de um monte para dali o precipitarem? 

Foi em Nazaré, onde fora criado, que isso ocorreu. Os fatos foram assim descritos por Lucas: Jesus entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, a restaurar a vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. Depois, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se. Os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele, e ele, então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. Todos se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José? O Mestre, então, lhes disse: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum. E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. Nesse momento, todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira e, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. Mas Jesus, passando pelo meio deles, retirou-se. (Lucas, 4:14 a 4:30.)

4. Como se chamava o publicano que ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa?  

O publicano chamava-se Levi. Este lhe ofereceu um grande banquete em sua casa, onde havia também uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. Os escribas e os fariseus, vendo aquilo, murmuraram contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. (Lucas, 5:27 a 5:32.) 

5. Que pretendia Jesus dizer com esta frase: Ninguém deita vinho novo em odres velhos?  

Antes de dizer tais palavras, Jesus havia dito: Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha. Em seguida, afirmou: Ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á e os odres se estragarão; mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho. Os exegetas interpretam essas palavras como sendo a impossibilidade de adaptar-se a Boa Nova às velhas doutrinas israelitas e, portanto, como afirmação de que a nova doutrina deveria arrebanhar homens libertos de preconceitos e dogmas. Contudo, pela última frase anotada por Lucas, quem já experimentou o vinho (a doutrina israelita) não quererá saber da nova (o Evangelho), porque julgará sempre que o antigo é melhor. Carlos Torres Pastorino, em sua obra “Sabedoria do Evangelho”, comentando o ensinamento, diz que tais palavras indicam que é mister que a criatura se torne “homem novo”, libertando-se de preconceitos e dogmatismos, com a mente livre de teorias escravizantes, para então receber o vinho novo, ou seja, realizar sua união com o Cristo e seus ensinos. (Lucas, 5:36 a 5:39.)
 


 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita