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Ano 3 - N° 147 - 28 de Fevereiro de 2010

FRANCISCO REBOUÇAS
costareboucas@ig.com.br
Niterói, Rio de Janeiro (Brasil)


A influência moral do médium nas comunicações  

(Parte 2 e final) 

Segundo os ensinamentos espíritas, se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral
 

Um hotentote desencarnado, em se comunicando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer notícias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivistas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguirá facultar-lhe cooperação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxílio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o hotentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar “vibrações compensadas”. 

É da lei que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.  

Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia. 

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.  

Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências. 

Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho. 

Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos. 

Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade
em que nos situamos
 

E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima... 

... Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem. 

Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia. 

Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos. 

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade. 

É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos. 

É perigoso possuir sem saber usar. 

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol. 

O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito. 

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas. 

Mediunidade não basta só por si. 

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção. 

Com facilidade identificamos os valores do indivíduo
pelos raios que emite
 

Capítulo II: 

Áulus esclarece a André Luiz e seu companheiro Hilário sobre a possibilidade do plano espiritual aquilatar as possibilidades dos grupos de trabalhadores do plano físico na tarefa mediúnica, com o auxílio de um aparelho especial chamado Psicoscópio. 

 “... Em nosso esforço de supervisão, podemos classificar sem dificuldade as perspectivas desse ou daquele agrupamento de serviços psíquicos que aparecem no mundo. Analisando a psicoscopia de uma personalidade ou de uma equipe de trabalhadores, é possível anotar-lhes as possibilidades e categorizar-lhes a situação. 

Segundo as radiações que projetam, planejamos a obra que podem realizar no tempo. Se o espectroscópio permite ao homem perquirir a natureza dos elementos químicos, localizados a enormes distâncias, através da onda luminosa que arrojam de si, com muito mais facilidade identificamos os valores da individualidade humana pelos raios que emite. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção. 

Mas – indagou Hilário, investigador -, e na hipótese de surgirem elementos arraigados ao mal, numa formação de cooperadores do bem? De posse da ficha psicoscópica, os instrutores espirituais providenciar-lhes-ão a expulsão? 

Não será preciso. Se a maioria permanece empenhada na extensão do bem, a minoria encarcerada no mal se distancia do conjunto, pouco a pouco, por ausência de afinidade. 

Contudo – alegou ainda o meu companheiro -, que acontece numa instituição cujo programa elevado se degenera em desequilíbrio, induzindo-nos a reconhecer que a virtude aí não passa de bandeira fictícia, acobertando a ignorância e a perversidade? 

Então, nesse caso – adiantou o interpelado, tolerante -, dispensamos qualquer regime de perseguição ou denúncia. Encarrega-se a vida de colocar-nos no lugar que nos compete...” 

O Espírito em turvação é um alienado mental
requisitando-nos o auxílio
 

“... Não podemos realizar qualquer estudo de faculdades medianímicas, sem o estudo da personalidade. Considero, assim, de extrema importância a apreciação dos centros cerebrais, que representam bases de operação do pensamento e da vontade, que influem de modo compreensível em todos os fenômenos mediúnicos, desde a intuição pura à materialização objetiva. Esses recursos, que merecem a defesa e o auxílio das entidades sábias e benevolentes, em suas tarefas de amor e sacrifício junto dos homens, quando os medianeiros se sustentam no ideal superior da bondade e do serviço ao próximo, em muitas ocasiões podem ser ocupados por entidades inferiores ou animalizadas, em lastimáveis processos de obsessão... 

... Muitos médiuns se arrojam a prejuízos dessa ordem. Depois de ensaios promissores e começo brilhante, acreditam-se donos de recursos espirituais que lhes não pertencem ou temem as aflições prolongadas da marcha e recolhem-se à inutilidade, descendo de nível moral ou conchegando-se a improdutivo repouso, porquanto retomam inevitavelmente a cultura dos impulsos primitivos que o trabalho incessante no bem os induziria a olvidar... 

... Nossas realizações espirituais do presente são pequeninas réstias de claridade sobre as pirâmides de sombra do nosso passado. É imprescindível muita cautela com as sementeiras do bem para que a ventania do mal não as arrase. É por isso que a tarefa mediúnica, examinada como instrumentação para a obra das Inteligências superiores, não é tão fácil de ser conduzida a bom termo, de vez que, contra o canal ainda frágil que se oferece à passagem da luz, acometem as ondas pesadas de treva da ignorância, a se agitarem, compactas, ao nosso derredor...” 

Capítulo III 

“... O Espírito em turvação é um alienado mental, requisitando auxílio. Nas sessões de caridade, qual a que presenciamos, o primeiro socorrista é o médium que o recebe, mas, se esse socorrista cai no padrão vibratório do necessitado que lhe roga serviço, há pouca esperança no amparo eficiente. O médium, pois, quando integrado nas responsabilidades que esposa, tem o dever de colaborar na preservação da ordem e da respeitabilidade na obra de assistência aos desencarnados, permitindo-lhes que essa manifestação não colida com a dignidade imprescindível ao recinto...” 

Caminharemos sempre ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for 

“... E numa imagem feliz para ilustrar o assunto, ajuntou: 

– Um médium passivo, em tais circunstâncias, pode ser comparado à mesa de serviço cirúrgico, retendo o enfermo necessitado de concurso médico. 

Se o móvel especializado não possuísse firmeza e humildade, qualquer intervenção seria de todo impossível...” 

Capítulo XIII 

“Em matéria de mediunidade, não nos esqueçamos do pensamento. 

Nossa alma vive onde se lhe situa o coração. 

Caminharemos, ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for. 

A gravitação no campo mental é tão incisiva, quanto na esfera da experiência física. 

Servindo ao progresso geral, move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se, em desequilíbrio, sob as trevas do mal. 

A lei Divina é o bem de todos. 

Colaborar na execução de seus propósitos sábios é iluminar a mente e clarear a vida. Opor-lhe entraves, a pretexto de acalentar caprichos perniciosos, é obscurecer o raciocínio e coagular a sombra ao redor de nós mesmos. 

É indispensável ajuizar quanto à direção dos próprios passos, de modo a evitarmos o nevoeiro da perturbação e a dor do arrependimento. 

Nos domínios do espírito não existe a neutralidade. 

Evoluímos com a luz eterna, segundo os desígnios de Deus, ou estacionamos na treva, conforme a indébita determinação de nosso ‘eu’.” 

Em nossos círculos de trabalho não nos basta o
ato de crer e convencer
 

“... Satisfazer-se alguém com o rótulo, em matéria religiosa, sem qualquer esforço de sublimação interior, é tão perigoso para a alma quanto deter uma designação honorífica entre os homens com menosprezo pela responsabilidade que ela impõe. 

Títulos de fé não constituem meras palavras, acobertando-nos deficiências e fraquezas. Expressam deveres de melhoria a que não nos será lícito fugir, sem agravo de obrigações. 

Em nossos círculos de trabalho, desse modo, não nos bastará o ato de crer e convencer. 

Ninguém é realmente espírita à altura desse nome, tão-só porque haja conseguido a cura de uma escabiose renitente, com o amparo de entidades amigas, e se decida, por isso, a aceitar a intervenção do Além-Túmulo na sua existência; e ninguém é médium, na elevada conceituação de termo, somente porque se faça órgão de comunicação entre criaturas visíveis e invisíveis. 

Para conquistar a posição de trabalho a que nos destinamos, de conformidade com os princípios superiores que nos enaltecem o roteiro, é necessário concretizar-lhes a essência em nossa estrada, por intermédio do testemunho de nossa conversão ao amor santificante. 

Não bastará, portanto, meditar a grandeza de nosso idealismo superior. É preciso substancializar-lhe a excelsitude em nossas manifestações de cada dia.  

É muito importante que nós, médiuns, nos conscientizemos do grande benefício que o correto exercício da mediunidade nos faculta, e busquemos nos aprimorar cada vez mais nas tarefas de socorro espiritual, para subirmos alguns degraus na escalada do progresso espiritual que tem em Jesus Cristo o modelo a ser seguido por todos, para que, exercitando a prática da caridade em prol do mais necessitado, espalhando o bem em torno dos nossos passos, seguindo seus exemplos, consigamos por fim, levar a efeito a nossa necessária e tão sonhada reforma moral. 

(A primeira parte deste artigo foi publicada na edição anterior desta revista.) 

 

Referências: 

1) O Livro dos Médiuns, Capítulo XX.

2) Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz, Psicografia de Chico Xavier.
 


 


 

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