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Crônicas e Artigos
Ano 3 - N° 130 – 25 de Outubro de 2009

ARÍSIO ANTONIO FONSECA JUNIOR
arisiojunior@yahoo.com.br
Juiz de Fora, Minas Gerais (Brasil)
 

Intimidade com Deus

(2ª Parte)


Quando pensamos em escrever acerca da intimidade entre a criatura e o Criador, ou melhor, entre nós e Deus, não imaginávamos que haveria tantas pessoas comentando sobre o texto, umas criticando, outras sugerindo complementações. Ouvindo ambas as posições, resolvemos fazer uma segunda parte, não planejada anteriormente, sobre o mesmo assunto. Se no primeiro texto, publicado aqui no sítio da revista eletrônica O Consolador (http://www.oconsolador.com.br/ano3/106/arisio_junior.html), tentou-se demonstrar racionalmente, através de passagens bíblicas e de trechos do Pentateuco kardequiano, a possibilidade de haver contato direto entre os homens e mulheres e Deus, nesta oportunidade, buscar-se-á chegar ao aspecto da necessidade de estarmos em vida íntima com o Pai. Para isso, nosso foco, desta vez, será o coração. 

Obviamente, não se abrirá mão de rememorar passagens bíblicas e doutrinárias para justificar as ideias aqui trazidas. Como deixar de mencionar, por exemplo, o Salmo 139 ao falar da relação do filho com o Pai? Impossível! Conforme o rei e salmista Davi, “ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda; sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos” (1).  

Da mesma forma, no Novo Testamento, Jesus nos fala sobre o conhecimento que tem Deus de nossos pensamentos: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (2). A Terceira Revelação, como consequente das mensagens cristãs de outrora, também nos informa sobre a assistência do Pai aos filhos: “Deus sabe o que se passa no fundo dos corações; lê o pensamento e percebe a sinceridade” (3). 

Necessário que se perceba que Deus está ao nosso lado todo o tempo. Ele nos ouve, nos vê, sabe do que precisamos e fornece-nos aquilo de que necessitamos para evoluir. Obviamente, dizer que nos ouve e nos vê não é uma tentativa de antropomorfizar Deus. O conhecimento que a Doutrina Espírita nos dá não permite que Deus se torne a imagem e semelhança do homem. Em uma palavra, Deus nos conhece. 

Jesus nos apresenta o “Aba” (ou “Abba”): Papaizinho. E mais, o Mestre diz: “Pai nosso”! Pai de todos nós. Um Pai que não dá pedra, quando o filho pede pão, e que não dá serpente, quando é pedido peixe (4). Esse Paizinho (“Aba”) que nos sustenta no momento de tristeza e de sofrimento e que nos incentiva a melhorar. Um Pai que conhece o filho melhor do que este mesmo se conhece e que ama esse filho de modo infinito! 

Esse amor de Deus por nós não deve ser unilateral. O filho também deve dedicar ao Pai o seu amor. O Cristo ensinou: “respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento” (5). É dever do cristão amar o Pai. E nisso também está a intimidade necessária entre eles. 

Somente aquele que se socorre nos braços do Pai pode haurir forças para vencer as provas da vida. Apenas aquele que se concentra na porção divina que há nele mesmo, que enxerga Deus nas circunstâncias da vida e nas pessoas à volta, pode estar em contato com o Pai. Só aquele que sente o “sopro de Deus” a circular no corpo e no Espírito, tem condições de viver a vida como o Cristo nos ensinou. 

Bem viver depende de várias coisas, mas, certamente, depende, sobretudo, de ser íntimo de Deus, o Papaizinho amoroso e justo.

 
 

Referências:

(1) Salmo 139, versículo 4 e 23.

(2) Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículo 8.

(3) O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, item 17.

(4) Evangelho de Lucas, capítulo 11, versículo 11.

(5) Evangelho de Mateus, capítulo 22, versículos 37 e 38.

 

     


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita