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Ano 3 - N° 127 – 4 de Outubro de 2009

 


A educação e seu papel junto às crianças e aos jovens


Cairbar Schutel levava para sua casa os enfermos sem teto que chegavam a Matão (SP) e deles cuidava com o amor e a dedicação que já se tornaram conhecidos dos espíritas.

Quando, porém, percebia que a pessoa não teria condições de se recuperar da enfermidade, ele a preparava para essa transição que tanta gente teme e que conhecemos com o nome de morte.

A existência de um Pai justo e misericordioso, a continuidade da vida, a imortalidade da alma, as vidas sucessivas, as condições de vida no plano espiritual, eis temas que certamente o notável apóstolo explanava ante os olhos atentos e esperançosos dos seus tutelados, preparando-os para essa etapa nova que tem início com a morte do corpo.

O Codificador do Espiritismo referiu-se certa vez a esse assunto quando explicou por que devemos falar de Espiritismo aos mais velhos. E disse que a finalidade de tal conversa era exatamente fazer o que Cairbar faria mais tarde, e tão bem, na pequenina cidade de Matão.

No mesmo texto, Kardec explicou também por que devemos falar de Espiritismo aos mais novos, afirmando que o objetivo de se tratar do assunto com as crianças é prepará-las para a vida e fornecer-lhes subsídios importantes para que consigam cumprir na Crosta o que foi planejado no plano espiritual.

A lembrança deste assunto veio-nos à mente ao lermos o texto que Claudia Werdine escreveu na edição passada a propósito do seu encontro com os jovens espíritas da Holanda.

Assistimos hoje, não apenas na Europa, mas certamente no mundo todo, a uma juventude aparvalhada, cuja desorientação decorre de uma série de fatores, dentre os quais a questão da educação tem de ser posta em primeiro lugar.

A vida, conforme bela imagem usada por Emmanuel, pode ser comparada a uma longa jornada. O que chamamos de juventude equivaleria à saída de um barco, que vai enfrentar todas as intempéries e vicissitudes inerentes a uma demorada viagem. A velhice corresponderia à chegada do barco ao porto.

E a infância? A infância, conforme palavras usadas por Emmanuel, seria a fase da preparação, em que marinheiros experientes cuidariam para que, quando chegar o momento, os infantes tenham condições de conduzir o barco até o seu destino.

Falta, evidentemente, aos pais do mundo em que vivemos um conhecimento mais profundo acerca destas coisas.

É preciso que eles entendam que nossos filhos são velhos conhecidos que voltam ao cenário terrestre para dar continuidade a projetos inacabados, reparando os equívocos cometidos, consertando as bobagens praticadas e buscando edificar um mundo novo em que a felicidade de uns não dependa da desgraça dos outros.

Seria importante também que eles soubessem por que nascemos, por que vivemos, qual o objetivo de nossa estada aqui, uma vez que, cientes disso, poderiam realizar com mais eficiência e talento o papel que lhes compete, como educadores que são daqueles que Deus lhes confiou na presente existência.

Santo Agostinho (Espírito), dirigindo-se aos homens da Terra, pediu certa vez que compreendêssemos que, quando produzimos um corpo, a alma que nele encarna vem do es­paço para progredir, e que é preciso pôr todo o nosso amor em aproximar de Deus essa alma. Essa a missão que nos está confiada e cuja recompensa receberemos, se fielmente a cumprirmos.

Lembremo-nos – aduziu o mesmo Espírito – de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fi­zestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa vossa ele se con­servou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicita­reis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9.)


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita