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A vertigem de poucos “gatos pingados”
kardequiólogos plantonistas
Em O Livro dos Espíritos, Kardec perguntou sobre
a existência de mundos-estação para espíritos errantes,
e os Espíritos confirmaram que sim, existem mundos
transitórios ou estações de repouso, semelhantes a
"bivaques de campos" para descanso.
O Codificador situou os princípios da vida no mundo
espiritual, aludindo a “mundos transitórios" ou
“estações de repouso” para espíritos errantes; portanto,
descreveu a “erraticidade” como tendo uma estrutura
fluídica, onde espíritos desenvolvem vida, trabalho e
organização, embora não tenha detalhado a forma exata
dessas "cidades" ou "colônias" erráticas.
Enquanto Kardec focava nas bases genéricas e na natureza
semimaterial do perispírito, as obras subsidiárias
posteriores (como as do Reverendo Georges Orwell, André
Luiz, Yvonne do Amaral Pereira, Divaldo Franco, Raul
Teixeira, Zilda Gama, etc.) trouxeram a descrição
detalhada dessas organizações, confirmando as noções de
vida intensa, trabalho e organização sociocultural na
“erraticidade”.
Kardec era acautelado em não detalhar temas de
extemporânea verificação, focando, portanto, nos
princípios universais e evitando descrições muito
específicas da vida pós-morte, que ele considerava que
seriam gradualmente e fatalmente reveladas.
As revelações de além-túmulo pós-codificação, prevista
pelo Codificador, não contradizem e nem poderiam
contradizer o Espiritismo, mas subsidiam e alargam as
informações, despontando que as "estações" ou "bivaques
de campos" de Kardec evoluíram para complexas "colônias"
à medida que a humanidade (e os Espíritos) prosseguiam
no entendimento, como antevisto em livros como O Céu
e o Inferno e alguns artigos publicados na Revista
Espírita.
Portanto, Kardec deu o alicerce (mundos
transitórios/estações/bivaques), e as revelações
posteriores detalharam essas "estações" como colônias
espirituais organizadas e habitáveis, mostrando que a
vida no além-tumba é pulsante, organizada e cheia de
atividades, contudo com uma extemporaneidade que o
Codificador no curtíssimo interregno de 1855 a 1869 não
teve tempo hábil de detalhar minuciosamente por serem
evidentemente muito graduais as revelações dos
Espíritos.
Por sua vez, Léon Denis — o Consolidador do Espiritismo
— via o mundo espiritual como a verdadeira pátria eterna
das almas, um ambiente onde a vida continua de forma
análoga, porém superior, em beleza, à vida
terrestre. Embora não tenha se aprofundado em descrições
detalhadas de colônias espirituais específicas,
descreveu os princípios e a natureza da vida no além.
Denis enfatizava a continuidade da vida após a morte, em
que os espíritos mantêm sua individualidade e a vida no
além é uma extensão da vida terrena, com ambientes
semelhantes, mas mais maleáveis e etéreos. Portanto,
ele descreveu sim que os espíritos se comprazem em
reconstituir meios semelhantes aos que frequentavam na
Terra, mas superiores, usando fluidos mais flexíveis
Isso implica a existência de locais de refúgio, trabalho
e estudo, que seriam análogos às colônias espirituais
descritas por outros autores, embora ele não as tenha
nomeado ou detalhado extensivamente em suas obras
principais.
Léon Denis forneceu as bases filosóficas e morais sobre
o mundo espiritual, descrevendo-o como um plano de
justiça e evolução, onde cada um encontra seu lugar de
acordo com seu estado moral e onde a vida prossegue de
forma ativa e proposital.
Embora a empáfia de alguns “gatos pingados” apetecidos
“Doutores” de Kardec, não há um consenso científico
unificado que "negue" ou "confirme" categoricamente as
colônias espirituais, que, diga-se, para vertigem
dos kardequiólogos de plantão, são hoje um pilar do
Espiritismo no Mundo.
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