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Natural de Feira de Santana (BA) e residente em
Irará (BA), José Carlos Carvalho de Araújo (foto) é
Projetista Técnico em Edificações, também
atuando na área de Topografia. Vincula-se ao
Centro Espírita A Caminho da Luz, na mesma
cidade onde reside, atuando na área mediúnica e
também com eventos da instituição. Suas
respostas à nossa entrevista oferecem o panorama
de trabalho na cidade interiorana, situada a
pouco mais de 130 km da capital.
Fale-nos de Irará-BA para situar o leitor, em
termos de população, economia, localização
geográfica.
População de 28 mil habitantes, economia
fortemente na Agricultura Familiar, com destaque
para o cultivo de Mandioca, Feijão e Milho. A
localização geográfica está centrada numa zona
de transição, entre o Recôncavo e os tabuleiros
semiáridos, como uma espécie de “Porta para o
Sertão” – Clima seco, solos rasos e pedregosos,
vegetação misturada, floresta tropical ao Leste
e caatinga a Oeste.
E o movimento espírita na cidade?
O Movimento Espírita de Irará tem crescido nos
últimos anos, hoje temos três Casas Espíritas:
Mensageiros da Paz – Aprendizes do Caminho e A
Caminho da Luz. Todos os anos fazemos o Encontro
Iraraense de Espiritismo e a Jornada Espírita
Regional abrangendo outras cidades vizinhas.
Fale também sobre a instituição a que se
vincula.
O Centro Espírita A Caminho da Luz, com nome
inspirado no livro A Caminho da Luz, do Espírito
Emmanuel, o Amigo espiritual do nosso saudoso
Chico Xavier e de todos nós, foi fundado em
1948, portanto, completou 78 anos em janeiro
deste ano. Ele foi fundado pelo querido amigo
José Rafhael, desencarnado há alguns anos.
E como você se tornou espírita?
Me tornei espírita através da dor, de abençoada
obsessão, também me fazia muitas perguntas que a
Igreja não me respondia.
Que aspecto doutrinário do Espiritismo mais lhe
chama atenção?
O aspecto doutrinário que mais me chamou atenção
é a Imortalidade da Alma, a alegria que não vou
morrer, apenas me desvestir desse corpo. E a
Reencarnação, em saber que as pessoas amadas,
nos veremos de novo e novas oportunidades de
crescimento chegarão para a felicidade.
E a experiência das lives? Elas
continuam? Qual o canal que reúne esse acervo
para visita dos leitores?
A experiência das lives, com todo
respeito e sentimentos as pessoas que
desencarnaram na Pandemia, foi um presente
Divino que hoje não me considero dono, mas à
Doutrina Espírita que me inspirou. Fazemos o
Programa Momento com Marta na quarta-feira; na
sexta, Dialogando com Joanna e no domingo
pela manhã às 7h, o Encontro de Orações e
Meditação inspirado pela Benfeitora Marta. Hoje
contamos em torno de mais de 200 pessoas (esse
fazemos pela plataforma do Google Meet). O nome
do nosso canal é Evangelho e Vida.
Qual a maior experiência colhida desses
encontros virtuais?
A melhor experiência: A divulgação do
Espiritismo, junto ao crescimento interior que
preenche o meu coração na responsabilidade da
vivência espírita e de solidificar e ampliar
diversos amigos queridos como você, meu irmão.
De sua vivência espírita, ao longo das décadas,
o que mais lhe marcou?
O amor, no exercício diário das atividades da
Doutrina, O Evangelho de Jesus nos chama a
atenção para o treinamento da compreensão. Se eu
estou passando por isso, o meu irmão está
passando por aquilo, viver pacificamente.
Entender que cada um tem as suas fragilidades, e
eu tenho as minhas, então, porque não vivermos
nos ajudando, nos querendo bem.
Algo mais a acrescentar?
Como é Bom ser Espírita, Ser Espírita é o melhor
presente de todos os presentes e não apenas
creio, eu sei, são 53 anos de vivência ao longo
de algumas experiências, dentro e fora da Casa
Espírita.
Suas palavras finais.
Somente gratidão pela vida, saber entender o
processo da vida, é tão bom. Gratidão a Deus por
isso. Gratidão ao nosso Mestre Jesus, esse
modelo de Amor e de perfeição que nos ensina e
acalenta. Gratidão ao Espiritismo pela clareza
dos ensinamentos. Gratidão a Allan Kardec,
exemplo de coragem e decisão de nos trazer essa
Doutrina que abala as fibras do coração.
Gratidão a você, meu irmão, pela oportunidade
que me deste de trabalhar um pouco mais e fazer
novos amigos de jornada.

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