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por Fernando Rosemberg Patrocínio

 

Espiritismo e Cristianismo

O entrosar-se do mais puro Cristianismo com o Espiritismo se dera desde a fundação deste, que, em bases mui bem estruturadas, se iniciara com O Livro dos Espíritos (1857-AK), patenteando-se, logo mais, com O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864-AK) e, mais adiante ainda, com muitas outras explicações de sua obra última, ou seja, de A Gênese, os Milagres e as Predições (1869-AK). Mas a coisa não parou por aí! Pois que, afinal, nesse mesmo Século 19 de Allan Kardec, tivemos a valiosa contribuição doutros célebres e geniais expositores, como, por exemplo, de Léon Denis, dentre outros mais ou menos cultuados ou aceites, pelo nosso livre-arbítrio, associado, pois, à nossa inteligência moral. E dita contribuição foi avultada, como se sabe, no ainda há pouco findado Século 20, tanto com personagens humanos bem como espirituais, entre os quais se destacaram figuras mediúnicas importantes do nosso movimento como Divaldo Pereira Franco, Francisco Cândido Xavier, dentre muitos outros.

Porém, aquelas obras de Kardec não deixam, até hoje, de serem estudadas e praticadas pelos espiritistas, que todos sabemos que a sua obra central, ou seja, o referido O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864-AK), é a mais destacável, bem como explanável, das Casas Espíritas, aos seus muitos frequentadores, por ser, dita obra, composta de ensinos e máximas cristãs, as mais exigíveis pelo nosso dia a dia, seja no lar, no trânsito, no trabalho, em suma, nas mais diversas situações quotidianas.

Pois que, afinal, trata-se de edificarmos o “Reino de Deus” dentre os homens, reino que não pode ser alcançável pelo Homem se ele persistir em sua jornada de rebeldia e desobediência às Leis Divinas, pois, como dizia Jesus: “Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se ao fogo”. (Mateus:7-19)

De acordo com a interpretação espírita das palavras de Jesus, temos que: o que se corta e o que se lança ao fogo são os homens maus, os rebeldes, os egoístas, que, ricos de glórias mundanas, mas pobres de glórias evangélicas, vão experimentar os tormentos inerentes aos mundos inferiores, primitivos, nos quais o sofrimento e a angústia da oportunidade desperdiçada tratarão de fazer sua mudança pra melhor, quando, então, estarão de retorno à pátria perdida, reconciliando-se com Jesus.
 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita