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Espiritismo e
Cristianismo
O entrosar-se do mais
puro Cristianismo com o
Espiritismo se dera
desde a fundação deste,
que, em bases mui bem
estruturadas, se
iniciara com O Livro
dos Espíritos (1857-AK),
patenteando-se, logo
mais, com O Evangelho
Segundo o Espiritismo (1864-AK)
e, mais adiante ainda,
com muitas outras
explicações de sua obra
última, ou seja, de A Gênese,
os Milagres e as
Predições (1869-AK).
Mas a coisa não parou
por aí! Pois que,
afinal, nesse mesmo
Século 19 de Allan
Kardec, tivemos a
valiosa contribuição
doutros célebres e
geniais expositores,
como, por exemplo, de
Léon Denis, dentre
outros mais ou menos
cultuados ou aceites,
pelo nosso
livre-arbítrio,
associado, pois, à nossa
inteligência moral. E
dita contribuição foi
avultada, como se sabe,
no ainda há pouco
findado Século 20, tanto
com personagens humanos
bem como espirituais,
entre os quais se
destacaram figuras
mediúnicas importantes
do nosso movimento como
Divaldo Pereira Franco,
Francisco Cândido
Xavier, dentre muitos
outros.
Porém, aquelas obras de
Kardec não deixam, até
hoje, de serem estudadas
e praticadas pelos
espiritistas, que todos
sabemos que a sua obra
central, ou seja, o
referido O Evangelho
Segundo o Espiritismo (1864-AK),
é a mais destacável, bem
como explanável, das
Casas Espíritas, aos
seus muitos
frequentadores, por ser,
dita obra, composta de
ensinos e máximas
cristãs, as mais
exigíveis pelo nosso dia
a dia, seja no lar, no
trânsito, no trabalho,
em suma, nas mais
diversas situações
quotidianas.
Pois que, afinal,
trata-se de edificarmos
o “Reino de Deus” dentre
os homens, reino que não
pode ser alcançável pelo
Homem se ele persistir
em sua jornada de
rebeldia e desobediência
às Leis Divinas, pois,
como dizia Jesus: “Toda
árvore que não dá bom
fruto corta-se e
lança-se ao fogo”.
(Mateus:7-19)
De acordo com a
interpretação espírita
das palavras de Jesus,
temos que: o que se
corta e o que se lança
ao fogo são os homens
maus, os rebeldes, os
egoístas, que, ricos de
glórias mundanas, mas
pobres de glórias
evangélicas, vão
experimentar os
tormentos inerentes aos
mundos inferiores,
primitivos, nos quais o
sofrimento e a angústia
da oportunidade
desperdiçada tratarão de
fazer sua mudança pra
melhor, quando, então,
estarão de retorno à
pátria perdida,
reconciliando-se com
Jesus.
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