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Apanágio
do ser humano, o
livre-arbítrio é
inalienável
O livre-arbítrio de uma
pessoa pode interferir
no livre-arbítrio de
outra?
Esta pergunta nos foi
proposta certa vez em
uma reunião de estudos.
Para resolvê-la, é
preciso primeiramente
lembrar que o
livre-arbítrio é
apanágio da criatura
humana.
Trata-se da faculdade
que tem o indivíduo de
determinar sua própria
conduta, ou seja, a
liberdade que tem de,
entre duas ou mais
razões suficientes de
querer ou de agir,
escolher uma delas e
fazer que prevaleça
sobre as outras.
Excetuado o caso de
alienação mental, nada
nos coage nos momentos
de decisões próprias,
daí ser correto afirmar
que somos responsáveis
pelos nossos atos e
construtores do nosso
destino.
Respondendo assim à
pergunta citada, podemos
dizer, com base nos
ensinamentos espíritas,
que uma pessoa pode
prejudicar, magoar,
ferir e até matar outra
pessoa, mas não pode
interferir no seu
livre-arbítrio, visto
que esse atributo é
conquista inalienável do
ser humano.
A criatura humana
exercita o
livre-arbítrio a todo
momento, seja quando
cede a uma tentação,
seja quando a ela
resiste.
Há, no entanto, um
instante em nossa vida
que o exercício do
livre-arbítrio se
verifica da forma mais
completa. Esse momento é
o que precede a
reencarnação, quando se
elabora a programação
reencarnatória daquele
que prepara sua volta ao
plano corpóreo.
Escolhendo tal família,
certo meio social, a
pessoa sabe de antemão
quais são as provações
que a aguardam e
compreende, igualmente,
a necessidade dessas
provações para
desenvolver suas
qualidades, curar seus
defeitos, despir-se de
seus preconceitos e
vícios. Essas provações
podem, evidentemente,
ser consequência de um
passado nefasto, que é
preciso reparar, e ela
as aceita com resignação
e confiança.
Aprendemos com a
doutrina espírita que é
estreita a correlação
entre livre-arbítrio e
responsabilidade. Se
agirmos mal, deveremos
arcar com as
consequências. Se agimos
bem, os louros da
vitória nos pertencem.
Quem provoca de forma
irresponsável um
acidente que leva alguém
à morte ou à invalidez,
deverá responder por
isso perante a Lei
divina, mesmo quando o
momento da morte
naquelas circunstâncias
fizer parte da
programação da pessoa
vitimada.
É a responsabilidade do
homem que faz sua
dignidade e moralidade.
Sem ela, não seria ele
mais que um autômato, um
joguete das forças
ambientes.
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