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por Hugo A. Novaes

A reencarnação segundo Allan Kardec


A reencarnação é uma dessas leis divinas que mostram quanto Deus é justo e misericordioso. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, explica que o Espírito progride por meio de várias existências, cada uma servindo como etapa de aprendizado, reparação e aperfeiçoamento. Não se trata de castigo — e sim de oportunidade, de lição e de recomeço.

Na questão 222 da mesma obra, o Codificador demonstra que a reencarnação é a única explicação lógica para as desigualdades humanas. Se tivéssemos uma única vida, como entenderíamos a diferença de talentos, de caráter e até de sorte entre as pessoas? Pela reencarnação, percebemos que cada um é o resultado do que semeou em vidas anteriores, colhendo o fruto — doce ou amargo — das próprias escolhas.

Esse princípio lança luz sobre o porquê de uns nascerem em condições favoráveis e outros em situações mais difíceis. Uns vêm para reparar antigas faltas; outros, para exercitar a paciência e a humildade. Cada existência é uma aula, e o conjunto delas, uma grande escola que nos conduz à perfeição possível — desde que a gente se esforce, é claro.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec volta a reforçar o sentido moral dessa lei. Reencarnar é retornar ao palco da vida para aprender a amar, corrigir os próprios erros e desenvolver virtudes. É o meio que Deus nos oferece para crescer e compreender que ninguém está condenado eternamente: todos têm novas chances.

A reencarnação, portanto, não é um castigo nem uma crença isolada — é uma expressão da bondade divina. Ela não pune, educa; não destrói, renova; e em cada novo corpo o Espírito encontra o convite de Deus para recomeçar e seguir adiante, um pouco mais sábio e um pouco mais perto da Luz.


Referências bibliográficas
:

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Questões 166 a 222. FEB.

KARDEC, A. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. IV. FEB.

KARDEC, A. A Gênese. Cap. XI. FEB.

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita