|
A reencarnação segundo Allan Kardec
A reencarnação é uma dessas leis divinas que mostram
quanto Deus é justo e misericordioso. Allan Kardec, em O
Livro dos Espíritos, explica que o Espírito progride
por meio de várias existências, cada uma servindo como
etapa de aprendizado, reparação e aperfeiçoamento. Não
se trata de castigo — e sim de oportunidade, de lição e
de recomeço.
Na questão 222 da mesma obra, o Codificador demonstra
que a reencarnação é a única explicação lógica para as
desigualdades humanas. Se tivéssemos uma única vida,
como entenderíamos a diferença de talentos, de caráter e
até de sorte entre as pessoas? Pela reencarnação,
percebemos que cada um é o resultado do que semeou em
vidas anteriores, colhendo o fruto — doce ou amargo —
das próprias escolhas.
Esse princípio lança luz sobre o porquê de uns nascerem
em condições favoráveis e outros em situações mais
difíceis. Uns vêm para reparar antigas faltas; outros,
para exercitar a paciência e a humildade. Cada
existência é uma aula, e o conjunto delas, uma grande
escola que nos conduz à perfeição possível — desde que a
gente se esforce, é claro.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec
volta a reforçar o sentido moral dessa lei. Reencarnar é
retornar ao palco da vida para aprender a amar, corrigir
os próprios erros e desenvolver virtudes. É o meio que
Deus nos oferece para crescer e compreender que ninguém
está condenado eternamente: todos têm novas chances.
A reencarnação, portanto, não é um castigo nem uma
crença isolada — é uma expressão da bondade divina. Ela
não pune, educa; não destrói, renova; e em cada novo
corpo o Espírito encontra o convite de Deus para
recomeçar e seguir adiante, um pouco mais sábio e um
pouco mais perto da Luz.
Referências bibliográficas:
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos.
Questões 166 a 222. FEB.
KARDEC, A. O Evangelho segundo o
Espiritismo. Cap. IV. FEB.
KARDEC, A. A Gênese. Cap. XI. FEB.
|