Conhecedores da instabilidade de nossa legislação, que
se altera com certa frequência devido a vários fatores
naturais, seja pela evolução das ideias, dos hábitos,
dos costumes, pela necessidade de ajustes a novas
necessidades e também para atender determinados
interesses, nem sempre éticos, a Constituição de um país
vai sofrendo ajustes e acréscimos em seus capítulos e
parágrafos. Processo natural do desenvolvimento, que
inclusive já conquistou muito progresso.
Será que existe um modelo que pudesse permanecer perene,
sem alterações? Um padrão de orientação, capaz de
legislar com plena justiça na igualdade entre todos?
Uma Constituição Mundial, válida para o planeta?
Ainda que houvesse necessidade de ajustes em função de
fatores climáticos ou demográficos, em legislação
específica para alguns quesitos próprios da localização
geográfica/ambiental, haveria um padrão que orientasse
tudo isso?
Sim, há! Eficiente, insubstituível, perene, justo e
claro. É o Evangelho de Jesus! Quando alcançarmos a
condição real de civilização, superando interesses
egoístas e muitas vezes perversos e paixões degradantes
que ainda assinalam a marcha humana, teremos no
Evangelho a regra áurea de comportamento, numa
Constituição Mundial a orientar as iniciativas
individuais, coletivas, nacionais.
O conhecido ensino de Jesus. Mateus, cap. 7, versículo
12, anotou: "Portanto, tudo o que vós quereis que os
homens vos façam, fazei-o também vós a eles, porque esta
é a lei e os profetas." Ou seja, trate os outros como
você gostaria de ser tratado, pois esta é a essência da
Lei e dos Profetas.
Note-se que a citada regra abre caminhos e contempla em
sua essência, o respeito e a solidariedade, estimulando
inclusive a caridade em toda sua abrangência nos
relacionamentos, o que naturalmente evita a fraude, o
roubo, a agressão de qualquer natureza, as manipulações
e direciona esforços para o bem geral, pois que movido
pela Lei de Amor.
Aliás, vale transcrever:
“O amor resume inteiramente a doutrina de Jesus, porque
é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os
instintos elevados à altura do progresso realizado
(...). A lei de amor substitui a personalidade pela
fusão dos seres e aniquila as misérias sociais (...)”,
de Lázaro, no capítulo 11 – Amor ao próximo como a si
mesmo, item 8, em O Evangelho Segundo o
Espiritismo.
E no item 9, do mesmo capítulo e obra, afirma Fénelon:
“Caros irmãos amados, utilizai com proveito essas
lições: sua prática é difícil, mas a alma dela retira um
bem imenso. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos
peço: Amai-vos e vereis bem cedo a Terra transformada
(...), onde as almas dos justos virão gozar o repouso.”
E também afirma Sansão, também no mesmo capítulo e obra,
agora no item 10: “Amar, no sentido profundo da palavra,
é ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros
o que se quereria para si mesmo; é procurar, ao redor de
si, o sentido íntimo de todas as dores que oprimem
vossos irmãos, para abrandá-las; é encarar a grande
família humana como a sua (...)”.
O futuro da humanidade, que será muito melhor que nos
dias atuais, terá como sua Constituição Mundial o
Evangelho de Jesus, que nos recomenda essa postura que o
amor propõe.
Note que é o normal da vida: amar, ser amado,
considerando nossa origem comum. Os desacertos são
oriundos do egoísmo e seus derivados....
Todos desejamos isso. Vamos aderir em definitivo?