|
Por que
há ambientes e reuniões
que nos causam grande
satisfação?
Uma colega apresentou no
grupo de que
participamos esta
questão: - Qual a
diferença entre radiação
e irradiação fluídicas?
Sobre o assunto
encontramos nas obras
espíritas as seguintes
definições:
1 - Radiação [do latim radiatione]:
Ato ou efeito de radiar,
ou seja, emitir ondas e
energia calorífica,
luminosa ou, de modo
geral, eletromagnética.
Radiação significa
também a transmissão de
ondas mentais ou fluidos
terapêuticos a um
paciente distante.
2 - Irradiação [do
latim irradiare]:
Transmissão de fluidos
espirituais a distância
ou passe a distância.
Nota-se, pois, que os
termos radiação e
irradiação têm
significados semelhantes
e é, certamente, por
isso que os autores
espíritas os utilizam,
ora um, ora outro, para
referir-se ao mesmo
fato. Ligeira consulta
às diferentes obras
confirma o que dizemos.
Em Obras Póstumas,
Allan Kardec ensina que
"cada ser tem seu fluido
próprio que o envolve,
como a atmosfera envolve
cada planeta". A
atmosfera fluídica do
ser humano é plasmada
por seus atos,
pensamentos e
sentimentos.
Os fluidos são formas
energéticas da
substância elementar que
o organismo
perispiritual absorve do
meio ambiente,
transforma segundo o
padrão vibratório em que
se encontra e irradia em
derredor de si. Neutros
em si mesmos, os fluidos
adquirem as qualidades
do meio em que são
elaborados, do mesmo
modo que a água se
modifica conforme o
leito onde caminhe.
Assim, do ponto de vista
moral, os fluidos trazem
a impressão dos
sentimentos de ódio,
inveja, ciúme, orgulho,
egoísmo, violência,
bondade, benevolência,
doçura etc. Do ponto de
vista físico, os fluidos
são excitantes,
calmantes, penetrantes,
adstringentes,
irritantes,
dulcificantes,
soporíferos, narcóticos,
tóxicos, reparadores
etc.
Os fluidos serão mais
harmônicos, agradáveis,
luminosos e saudáveis,
quanto mais elevados são
os pensamentos e os
sentimentos da pessoa
que os emite. O fluido
bom possui vibração
elevada e pura que
reconforta, estimula e
cura as perturbações
físicas e morais. Já os
fluidos pesados,
mórbidos e
desagradáveis, que são
irradiados por Espíritos
inferiores, maléficos ou
enfermos, causam
distúrbios e doenças.
Ensina Léon Denis, em
sua obra O Além e a
Sobrevivência do Ser,
que todos os corpos
vibram, todos se mantêm
num perpétuo estado de
radiação; apenas a do
rádio é mais forte do
que as outras. Quanto ao
ser humano, existe nele
um foco de energia,
donde constantemente
emanam eflúvios
magnéticos e forças que
se ativam, que se
estendem sob a
influência da vontade,
chegando a impressionar
placas fotográficas.
Conforme os ensinamentos
espíritas, as radiações
são um poderoso agente
de tratamento, tanto
material como
espiritual. São tão
eficientes como qualquer
tratamento feito na
presença do indivíduo,
como ocorre nos passes
magnéticos. A distância
não representa
impedimento algum. As
radiações significam
passes a distância.
Tanto num caso como no
outro, a ação da mente,
a força do pensamento, o
impulso amoroso e a
vibração fraterna
constituem a mola
propulsora do fenômeno.
Eis dois exemplos que
mostram de forma
bastante clara o efeito
da irradiação fluídica
sobre as pessoas:
1º – Vamos a um encontro
com amigos nossos para
realizarmos o chamado
culto do Evangelho no
lar. É lida uma página
do Novo Testamento, a
qual é, a seguir,
comentada por alguns dos
presentes. No final,
oramos por alguém do
grupo que se encontra
enfermo. Finda a
reunião, saímos dali
edificados.
2º – Participamos de
mais uma reunião
convocada pelo síndico
do prédio onde moramos.
Discussões acaloradas
ocorrem. Dois
condôminos, por não
concordarem com
determinada deliberação,
discutem asperamente e
quase chegam às vias de
fato. Findo o encontro,
saímos dali
desarmonizados e alguns
até bastante irritados.
No cap. XIV do livro A
Gênese, de Allan
Kardec, encontramos a
explicação dos fatos
descritos, que as
pessoas sabem que
ocorrem, mas geralmente
não compreendem.
Uma reunião de pessoas é
um foco de irradiação de
pensamentos diversos, em
que cada indivíduo emite
eflúvios fluídicos
próprios. Resulta disso
uma multiplicidade de
correntes e de eflúvios
fluídicos cuja impressão
cada um recebe pelo
sentido espiritual, como
num coro musical cada um
recebe a impressão dos
sons pelo sentido da
audição.
Ora, do mesmo modo que
há radiações sonoras,
harmoniosas ou
dissonantes, também há
pensamentos harmônicos
ou discordantes. Se o
conjunto é harmonioso,
agradável será a
impressão; se for
discordante, a impressão
poderá ser penosa. Para
isso, não é preciso que
o pensamento se
exteriorize por
palavras. Quer ele se
externe, quer não, a
irradiação existe
sempre.
Essa é, em síntese, a
causa da satisfação que
se experimenta numa
reunião simpática,
animada de pensamentos
bons e benévolos.
Envolve-a uma atmosfera
moral muito agradável e
salutar, onde se respira
à vontade, e saímos dali
reconfortados, porque
impregnados de eflúvios
fluídicos salutares.
Basta, contudo, que se
lhe misturem alguns
pensamentos maus, para
produzir-se o efeito de
uma corrente de ar
gelado num meio tépido,
ou o de uma nota
desafinada na
apresentação de uma
orquestra.
É isso que explica a
ansiedade, o indefinível
mal-estar que se
experimenta numa reunião
antipática, na qual
pensamentos malévolos
provocam correntes de
fluido de igual
natureza.
|