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por Sidney Fernandes

 

O reencontro com a saúde interior


Na Terra não há quem caminhe sem enfrentar, em algum momento da vida, a sombra da doença. Todas as pessoas adoecem e procuram a cura para suas enfermidades. Mas onde encontrar a cura integral, aquela que não se limita ao alívio dos sintomas e dissipa a causa original dos desacertos físicos?

Emmanuel, espírito iluminado que transmitiu seus ensinamentos por meio da psicografia mediúnica de Francisco Cândido Xavier, convida-nos a refletir:

— Estás doente? — questiona ele na obra Fonte Viva. O mentor afirma que a origem dos males físicos se encontra na alma em desalinho, que só recupera o equilíbrio por meio do chamado da consciência.

Ainda acreditamos que o bem-estar será restaurado apenas com comprimidos, injeções ou terapias convencionais. A medicina é uma bênção divina, que alivia o sofrimento, mas não é um recurso definitivo de cura.

Mágoas, ressentimentos, orgulho ferido, hábitos nocivos e sentimentos envenenados são desvios silenciosos da alma, que, com o tempo, comprometem o funcionamento do corpo. O desequilíbrio emocional e espiritual mina a vitalidade.

E como esperar saúde se nos entregamos ao desânimo, à indignação gratuita, à maledicência ou ao julgamento precipitado?

A oração da fé, mencionada por Tiago (“E a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará” — Tiago, 5:15), não é um ritual mágico, mas um diálogo com o Alto e um reposicionamento íntimo diante da vida.

Orar com fé é predispor-se à mudança interior. É deixar o “homem velho”, citado por Paulo, e adotar a conduta do “homem novo”, que aprende a servir, a perdoar, a calar, a buscar a harmonia com os semelhantes e com a Justiça Divina.

Muitos suplicam ajuda espiritual ou médica, mas ao menor sinal de melhora voltam aos mesmos erros que causaram a enfermidade. Ignoram que a cura exige esforço, vigilância e humildade para recomeçar.

Apegos, orgulho e vaidade bloqueiam o fluxo natural da vida. Quando a alma se fecha ao aprendizado, o corpo reage e a dor aparece. Mas essa dor pode ser uma mestra, apontando o caminho da renovação.

A verdadeira cura começa com a consciência de que viver é servir, amar é remédio e perdoar é libertação. Mesmo que a enfermidade persista, aquele que ora com fé e transforma seu interior já começou a ser levantado pelo Senhor — por dentro, onde a luz primeiro se acende.


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita