A maior autoridade
No mês de dezembro, reverenciamos a maior autoridade que
já esteve entre nós.
Aquele cuja chegada não se deu em palácios, mas numa
simples manjedoura; cujo trono era a humildade, cujo
templo era o coração humano, e cujo veículo de
comunicação foi um barco emprestado por pescadores
amigos.
Seu símbolo — a cruz — não representa derrota, mas a
prova de que seu amor ainda não foi plenamente
compreendido pelos homens de ontem… nem pelos de hoje.
Ainda assim, sua mensagem de paz, compaixão e justiça
continua a pulsar suavemente em nossos corações,
convidando-nos a renovar a vida e a esperança.
Para honrá-lo verdadeiramente, é preciso que nossa
individualidade se torne mais generosa, mais fraterna,
mais capaz de acolher.
Que cessem as guerras — as que travamos nos lares, nas
emoções, nas cidades e entre as nações.
Que haja equilíbrio na distribuição de oportunidades, na
partilha do pão, na dignidade do trabalho, e na
possibilidade de estudo para todos.
Porque Jesus não veio para um povo apenas.
Ele veio para a humanidade.
E continua vindo, sempre que um coração se abre para
amar.
Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo
é diretor da editora EME.
|