Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Opondo-se ao sedentarismo na infância


Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranquilo. Cecília Meireles


O baixo nível de prática de atividade física e o abandono do esporte têm contribuído para o aumento do sedentarismo na infância.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 78% das crianças e 84% dos adolescentes brasileiros não fazem o mínimo de atividade física recomendada por dia –  e uma hora é a orientação do órgão. Porém, desde que a pandemia dominou os cenários da vida, a movimentação tem-se resumido geralmente a deslocamentos entre um cômodo e outro da casa.

O que está ocorrendo? Crianças trocaram o esporte e a movimentação do dia a dia pelo sentar-se à frente da tela quase todo tempo. Mesmo aqueles que estão indo para a escola dão pouco espaço extracurricular para as atividades físicas.

Muitas crianças ganharam peso e, do ponto de vista emocional, treinaram, em razão da crise sanitária, um comportamento para ficar em casa.

Estudos apontam que o sedentarismo é um dos caminhos para o sobrepeso e a obesidade infantil. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – uma em cada três crianças está acima do peso. De acordo com o Ministério da Saúde, nessa faixa etária 12,9% são obesos. Além disso, dentro de casa, com baixa movimentação, o corpo pouco absorve e produz duas vitaminas que são vitais: D e B.

Atividade física na infância e adolescência é fundamental. Ela é essencial para a produção e ativação hormonal em nosso corpo – e isso traz bem-estar e disposição, ânimo, para a criança/adolescente conseguir lidar com os nossos desafios cotidianos.

O jogo, a brincadeira ao ar livre e o esporte proporcionam ludicidade. O contato com regras, por sua vez, gera benefícios para a saúde mental, para o aprendizado social e a construção moral dos participantes.

Impossível por enquanto matricular o filho em alguma atividade física – dança, futebol, judô etc.? É importante lembrar que a prática regular de exercícios físicos não implica necessariamente o envolvimento em atividades de caráter competitivo. É necessário conscientizar as crianças e adolescentes de que uma simples caminhada já traz benefícios à saúde.

Duas dicas para combater o sedentarismo infantil:

1-Passeios ao ar livre

Mantenha os passeios ao ar livre. Crianças e adultos devem usar máscaras, levar álcool em gel e evitar aglomerações. Considere a atividade como um tempo valioso para a família e incorpore-a na rotina.

2-Brincadeiras e atividades de movimento

No dia a dia, incentive brincadeiras ao livre – quintal, pracinha, parque. Incentive, por exemplo, bicicleta, skate, patins, bolas, raquete. Movimentar-se é requisito intrínseco a um crescimento saudável e feliz.


Notinhas

O tempo de tela das crianças e adolescentes precisa ser limitado. Consulte as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) disponibiliza em seu site um guia com orientações para pais e responsáveis com foco no estímulo à prática de atividades físicas por crianças e adolescentes, levando-se em consideração as etapas de crescimento e o desenvolvimento infantojuvenil.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita