Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Música é som organizado


Luísa, Luísa, que é criança, com alegria me avisa: “canta”. Cantamos: “O cravo brigou com a rosa/ debaixo de uma sacada/ o cravo saiu ferido/ e a rosa despedaçada…” Luísa bate palmas, a voz alegre de meninazinha, o coração soprando para longe qualquer solidão da alma, a incerteza que nos persegue já no instante da infância, quando o caminho começa…


À parte a preferência musical, inserir música clássica e canções tradicionais no ambiente da infância estimula o bom desenvolvimento da criança, fortalece os vínculos afetivos nas famílias, faz aflorar o gosto pelas virtudes.

A criança se emociona naturalmente com a música. Na música cantada, letrada, fusionam-se artes: a música e a literatura, a poesia. Quando a criança ouve uma música, canta uma canção folclórica, na intimidade do seu ser é burilado sensibilidade, criatividade, concentração, memória.

Quando pais me questionam como podem ajudar o filho a crescer tranquilo e saudável, sempre me vem à mente o conselho de Platão: “primeiramente, devemos educar a alma através da música e a seguir o corpo através da ginástica”.

Em um mundo muito afetado por ações feias, condutas atrozes cotidianas, que resultam dor e sofrimento de toda ordem, a música é capaz de instigar na criança o amor ao bem e à beleza, preparando-a para a vida em sociedade, funcionando como um elemento importante na sua educação.

Sim, sem dúvida, o melhor é chamar sem vergonha a criança para cantar, dançar e se divertir, diluindo emoções que desencadeariam agitação, angústia, irritação. À medida que a brincadeira musical avança, um contentamento sóbrio se revela na criança, pacificando-a.

Porque é bonita a fase da infância, cante para o seu bebê; depois, conforme ele for crescendo, cante com o seu filho, ensinando o apreço pelo belo, segundo uma prática de atenção benéfica.

Um abraço!

Notinha

Em casa, no dia a dia, procure seguir o conselho de Rubem Alves: “se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre instrumentos que fazem a música.”

Alguns benefícios desencadeados pelo contato regular com a música: induz ao movimento; cria vínculos; acalma; ameniza dor; melhora a comunicação; fortalece a memória (estimula novos caminhos e conexões no cérebro); estimula o crescimento dos bebês e a educação emocional, corporal e social da criança; fortalece o sistema imunológico; contribui com o fortalecimento da autoestima e da autoconfiança.

A musicoterapia tem produzido efeitos terapêuticos extraordinários em crianças autistas.

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita