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Ano 11 - N° 516 - 14 de Maio de 2017

GIOVANA CAMPOS 
giovana@ccbeunet.br
Santos, SP 
(Brasil)

 
 

Élida Mara Carneiro

Passe espírita é tema de pesquisa em universidade mineira


 

A eficácia na utilização do passe espírita foi comprovada cientificamente após grupos de pesquisadores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), com sede em Uberaba (MG), estudarem seus efeitos em grupos de recém-nascidos e adultos. A pesquisadora e fisioterapeuta Élida Mara Carneiro, coordenadora da Capelania Espírita do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e membro da Associação Médico-Espírita de Uberaba (AME-UBE), apresenta dados interessantes sobre a imposição de mãos, agora comprovados dentro de ambientes hospitalares, seguindo rigores para estudos, como mostra a seguinte entrevista que ela gentilmente nos concedeu.

 

Como surgiu a ideia de aplicar o passe no tratamento de neonatos?

Há cinco anos iniciamos a Capelania Espírita no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) que inclui, entre as diversas atividades e locais de atuação, a aplicação de passe espírita nos neonatos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica. Com o intuito de realizar as pesquisas para avaliar os efeitos do passe espírita, escolhemos, inicialmente, os recém-nascidos pelo fato de ter sido realizado um estudo anterior com essa população e alguns membros da equipe já possuírem habilidade na coleta de cortisol salivar. Posteriormente, continuamos as pesquisas inserindo outras populações.
 

O que é avaliado? Há alterações antes, durante ou após o passe?

Em recém-nascidos foi realizado um ensaio clínico randomizado duplo-cego. Foram avaliados os níveis de estresse por meio da análise do cortisol salivar, dor, parâmetros fisiológicos como frequência respiratória, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, antes e após a aplicação do passe espírita comparado à imposição de mãos com intenção de cura, durante 10 minutos, durante três dias consecutivos. Após as intervenções foram anotadas as complicações e o tempo de permanência dos recém-nascidos no hospital. Foi encontrada redução significante da frequência respiratória e diminuição considerável, embora sem significância estatística, do número de complicações e do tempo de internação nos recém-nascidos que receberam o passe espírita comparado à imposição de mãos com a intenção de cura. 

Esse estudo foi realizado com pacientes adultos?

Em adultos, dois estudos foram publicados. O primeiro incluiu pacientes internados na Enfermaria de Clínica Médica. Os pacientes foram alocados em três grupos: passe espírita, imposição de mãos com a intenção de cura e controle, durante 10 minutos, três dias consecutivos. As variáveis psicológicas avaliadas foram: níveis de ansiedade, depressão, intensidade de dor, percepção de tensão muscular e sensação de bem-estar, e como variáveis fisiológicas os parâmetros: frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio. Concernente aos resultados, houve redução significante nos níveis de ansiedade, depressão e tensão muscular, com consequente aumento da sensação de bem-estar nos pacientes que receberam o passe espírita. Em relação ao segundo estudo, a amostra compreendeu pacientes com doenças cardiovasculares hospitalizados. Observou-se no grupo que recebeu passe espírita diminuição significativa nos escores de ansiedade e de percepção da tensão muscular, melhoria da sensação de bem-estar e aumento da saturação periférica de oxigênio, e, no grupo imposição de mãos com a intenção de cura, houve redução significante da percepção de tensão muscular e aumento da sensação de bem-estar. Entretanto, a redução da tensão muscular e melhoria do bem-estar foram maiores no grupo que recebeu o passe espírita.

 

Se houve alterações, elas são puramente observacionais ou pode-se mensurá-las clinicamente?

As alterações foram mensuradas por meio de instrumentos validados para o Brasil, as medidas de parâmetros fisiológicos pelos monitores específicos e a dosagem de cortisol salivar em laboratório de referência. Ressalta-se que, em todos os estudos, os avaliadores eram cegos aos procedimentos que os pacientes recebiam, ou seja, os examinadores que participaram da aplicação dos questionários, da coleta de cortisol salivar e das variáveis fisiológicas não conheciam qual tratamento os pacientes estavam recebendo e em qual grupo estavam alocados.  

Os resultados foram os esperados pela equipe de pesquisadores?

A equipe da pesquisa esperava os resultados diante das hipóteses dos estudos, embora nem todas as variáveis apresentassem diferenças significativas pressupostas.


E a recepção por parte de colegas, profissionais de Saúde e da diretoria do hospital em relação à pesquisa?

Diversos profissionais de Saúde e colegas demonstraram interesse pelos resultados das pesquisas. Em relação à diretoria do hospital, desde o início, tivemos um valoroso apoio da superintendência e também dos coordenadores dos diversos setores do hospital.

 

A aceitação também foi igual por parte dos familiares dos pacientes?

A aceitação do passe espírita, durante a realização das pesquisas, pelos pais dos recém-nascidos e familiares dos pacientes foi relevante (89%). Esses resultados denotam a aceitação dessa terapia complementar pela maioria dos indivíduos elegíveis para a pesquisa, independentemente da crença religiosa.


Há algum novo projeto envolvendo o passe para o futuro?

Sim, estamos trabalhando em novo estudo com a avaliação de outras variáveis.


 


 


 
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