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Clássicos do Espiritismo
Ano 11 - N° 516 - 14 de Maio de 2017
ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

 

Comunicações mediúnicas entre vivos

 Ernesto Bozzano

 (Parte 26) 

Continuamos o estudo do livro Comunicações mediúnicas entre vivos, de autoria de Ernesto Bozzano, traduzido para o idioma português por J. Herculano Pires. 

Questões preliminares

A.  Por que a leitura do pensamento a distância (“clarividência telepática”) não consegue abarcar as recordações remotas de incidentes insignificantes e já esquecidos?

Segundo o entendimento de Bozzano, somente as coisas pessoais podem constituir, na subconsciência, uma série sistematizada de recordações latentes, com uma “tonalidade vibratória” suficientemente viva para ser perceptível aos sensitivos. As simples recordações longínquas de incidentes insignificantes e totalmente esquecidos, sucedidos a terceiras pessoas conhecidas do consulente, não teriam essa “tonalidade vibratória”. Estaria aí a resposta à pergunta proposta. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F) 

B. Pode-se afirmar que os fenômenos de “clarividência telepática” são governados por leis indispensáveis que os circunscrevem em limites bem definidos e relativamente estreitos?  

Sim. Mas Bozzano reitera sua posição de que – nos comentários feitos acerca dos casos expostos no subgrupo C – ficou demonstrado que nas comunicações mediúnicas entre vivos não se trata absolutamente de “clarividência telepática” em que o médium surrupiasse informes às subconsciências alheias, mas sim de verdadeiras e próprias conversações entre duas personalidades integrais subconscientes. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F) 

C. As manifestações mediúnicas entre vivos podem constituir-se em uma base inabalável e formidável em favor da existência e sobrevivência da alma? 

Sim. Inabalável porque os fatos, sobre os quais se funda, são verificáveis não só nos seus efeitos, mas igualmente nas suas causas, e formidável porque as manifestações mediúnicas entre vivos subentendem a existência subconsciente de uma personalidade integral, ou espiritual, independente das leis biológicas que governam o corpo somático, inferência que mais se fortalece quando se consideram as manifestações em exame cumulativamente com as outras manifestações inerentes à subconsciência humana, como a “clarividência no tempo e no espaço”, os fenômenos de “bilocação”, as criações “ideoplásticas” e a “visão panorâmica” no momento da morte. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

Texto para leitura 

352. Isto posto, querendo tirar-se as conclusões que os fenômenos da “leitura do pensamento nas subconsciências alheias” necessariamente encerram, dever-se-á reconhecer, em primeiro lugar, que, se os fenômenos em exame, que se realizam com o sensitivo e as pessoas juntas umas das outras, podem ser cientificamente demonstrados, contudo isto se refere, limitadamente, a incidentes ainda frescos na mente, consciente e subconsciente, da pessoa. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

353. Fica entendido que um incidente pode conservar-se vivo por efeito de sua realização recente, ou porque tenha ficado assinalado numa data marcante na mente, consciente e subconsciente, da pessoa. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

354. Repito que os fenômenos da natureza em questão não vão além de tais condições mnemônicas que predispõem a pessoa, isto é, que nunca se deu o caso de um sensitivo ter livremente retirado informes insignificantes e totalmente esquecidos na memória subconsciente de um consultante e ainda menos que da subconsciência do consultante tenha tirado informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiras pessoas por ele conhecidas em épocas remotas, como pressupõem, constantemente, os opositores da hipótese espírita. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


355. Tal impossibilidade seria de presumir-se mesmo a priori, visto que somente as coisas pessoais podem constituir, na subconsciência, uma série sistematizada de recordações latentes, com uma “tonalidade vibratória”, para assim nos expressarmos, suficientemente viva para ser perceptível aos sensitivos. As simples recordações longínquas de incidentes insignificantes e totalmente esquecidos, sucedidos a terceiras pessoas conhecidas do consulente, não poderiam ter essa “tonalidade vibratória”. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

356. Em segundo lugar, deve-se afirmar o mesmo, e com maior razão, a respeito dos fenômenos de leitura do pensamento a distância (clarividência telepática), fenômenos que, por sua vez, podem ser considerados cientificamente averiguados, conquanto se realizem raramente em comparação com os primeiros, em que o sensitivo e a pessoa estão juntos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

 

357. Ademais, compreende-se, como mais do que nunca se deve observar a respeito, que não se conhecem exemplos em que um sensitivo tenha retirado, das subconsciências de pessoas distantes, informes insignificantes e esquecidos, ocorridos à pessoa em épocas remotas e muito menos ainda informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiros conhecidos no passado pela pessoa. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


358. À vista do exposto, mais do que nunca se deve repetir agora que os fenômenos de “clarividência telepática” são governados por leis indispensáveis que os circunscrevem em limites bem definidos e relativamente estreitos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

359. A propósito, relembro que, nos comentários aos casos expostos no subgrupo C, ficou demonstrado que, de qualquer modo, nas comunicações mediúnicas entre vivos, não se trata absolutamente de “clarividência telepática” em que o médium surrupiasse informes às subconsciências alheias, mas sim de verdadeiras e próprias conversações entre duas personalidades integrais subconscientes. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

360. Depois disso, nos mesmos comentários, foram comparadas as comunicações mediúnicas entre vivos com as comunicações análogas obtidas dos mortos, fazendo salientar a absoluta identidade delas, visto que estas últimas são obtidas, na sua imensa maioria, com o auxílio da “psicografia” e sob a forma de conversação, do mesmo modo que as comunicações entre vivos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

361. Resulta daí que, se no primeiro caso se chega à certeza científica com relação ao fato de que as manifestações de vivos, longe de consistirem em efêmeras personalidades sonambúlicas, são autênticas personalidades de vivos, então deve-se concluir em sentido idêntico, nas manifestações de mortos que provem as suas identidades, fornecendo informes pessoais ignorados por todos os presentes. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

362. Chegados a este ponto, fizemos notar que aos opositores restava uma única argumentação para confirmarem e era a de que, se as comunicações mediúnicas entre vivos se realizavam em forma de conversação entre duas personalidades subconscientes, isto não excluía que os médiuns pudessem igualmente retirar de terceiras pessoas afastadas, sob essa forma, informes que forneciam em nome dos supostos espíritos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

363. A tal argumentação, respondemos observando que a ela se opunha, acima de tudo, a grande lei da “relação psíquica”, que é impossível de ser estabelecida com pessoas afastadas e desconhecidas do médium e dos presentes, o que fica provado pelos processos da análise comparada aplicados às manifestações telepáticas e clarividentes, impossibilidade essa que deveria ser considerada, ao contrário, muitíssimo possível, a fim de chegar a explicar, de algum modo, o montante de casos de identificação pessoal de mortos, sem admitir a hipótese espírita. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

364. Depois acrescentemos que a ela se contrastava o outro fato de que, se a objeção em exame tivesse fundamento, então o automatismo psicográfico, no que tem de automatismo, deveria transcrever, inevitavelmente, as respostas obtidas das personalidades que dão os informes aos vivos distantes, visto que as manifestações mediúnico-psicográficas consistem nisso e em nada mais do que isso e, portanto, deveriam trair a origem “telemnésica” dos presumidos episódios de identificação espírita. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

365. Estas observações chegam a condições resolutivas a cujas consequências os opositores não têm meios de subtrair-se, levando-se em conta que, se os casos de identificação pessoal dos vivos, em sua grande maioria, são obtidos por meio da “psicografia” e da “tiptologia”, do mesmo modo que nos casos de identificação pessoal dos vivos, então o que fica cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos vivos deve estar cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos mortos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

366. Depois do que fica dito acima, é quase inútil observar que, do ponto de vista científico, deve ser excluída, de modo absoluto, a possibilidade teórica de explicar, pela clarividência telepática, entrando pela telemnesia, os casos em que as personalidades dos mortos comunicantes fornecem informes insignificantes e ignorados sobre a sua vida térrea, possibilidade teórica que deve ser excluída porque não existem manifestações supranormais que a confirmem, enquanto que existem numerosas manifestações de ordem análoga que a contradizem. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


367. Além disso, deve ser excluída porque se revela inconciliável com as modalidades de realização das manifestações em exame e, finalmente, deve ser excluída porque é igualmente inconciliável com a lei fatal da “relação psíquica”. E tudo isto basta para a demolição de qualquer hipótese. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


368. Uma vez desocupado o terreno com a retirada das hipóteses insustentáveis, então surge, em toda a sua evidência, o grande valor teórico das “comunicações mediúnicas entre vivos”, as quais apresentam sobre as comunicações análogas dos mortos, a imensa vantagem de se prestarem a fornecer inferências teóricas incontestáveis, porquanto são baseadas em dados de fatos verídicos e completos, fornecendo a possibilidade de edificar, sobre fundamentos solidíssimos, a nova Ciência da alma. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


369. Ora, se pela força das manifestações mediúnicas entre vivos somos forçados a admitir que, entre duas personalidades integrais subconscientes, podem desenrolar-se conversações espirituais a qualquer distância, então com isto vem-se a criar uma base inabalável e formidável em favor da existência e sobrevivência da alma. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)


370. Digo inabalável porque os fatos, sobre os quais se funda, são verificáveis não só nos seus efeitos, mas igualmente nas suas causas, e formidável, porque apenas encontrado um fundamento teórico de tanta solidez, então a inferência de que as manifestações mediúnicas entre vivos subentendem a existência subconsciente de uma personalidade integral, ou espiritual, independente das leis biológicas que governam o corpo somático, torna-se a dita inferência uma necessidade lógica igualmente irrefutável, tanto mais quando se considerem as manifestações em exame cumulativamente com as outras manifestações inerentes à subconsciência humana, como a “clarividência no tempo e no espaço”, os fenômenos de “bilocação”, as criações “ideoplásticas” e a “visão panorâmica” no momento da morte. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

371. Uma vez admitida a existência subconsciente de uma entidade espiritual e integral, capaz de existir, de agir e de pensar independentemente dos laços da matéria, deste ponto até admitir-se-lhe a sobrevivência à morte do corpo não há senão um breve passo, inspirado antes de tudo pelo complexo das manifestações indicadas, mas depois tornado necessário pela existência das correspondentes manifestações de mortos que fornecem informes pessoais em tudo conformes com os fornecidos pelos vivos. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
 

372. Em outras palavras, uma vez provado que as personalidades dos vivos que se comunicam mediunicamente, longe de serem personificações efêmeras de ordem onírico-sonambúlica, são os espíritos dos vivos em cujo nome se manifestam, e uma vez demonstrado que a “telemnesia” não existe, então dever-se-á concluir em igual sentido quanto aos espíritos de mortos, toda vez que provem, com fatos, a sua identidade pessoal. (2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

 

373. Conclusões – Chegados ao fim desta longa classificação, convém lançar um olhar retrospectivo às etapas ascensionais percorridas, para depois nos determos a discutir as questões teóricas de ordem particular e geral que derivam da mesma classificação. Vimos que os fenômenos das “manifestações mediúnicas entre vivos” se dividem em duas grandes categorias, na primeira das quais figuram as mensagens obtidas quando o agente e o percipiente estão longe um do outro. (Conclusões) 
 

374. A primeira categoria, que é análoga, quanto aos fatos, aos fenômenos de “leitura de pensamento”, salvo a circunstância de que as manifestações do gênero se realizam mediunicamente, varia muito pouco nas modalidades pelas quais se manifesta, de sorte que bem pouco tivemos que observar a respeito, porquanto os referidos casos apresentaram ocasião para formular considerações importantes sobre a gênese presumível de algumas mistificações anímicas que se dão nas comunicações mediúnicas entre vivos, como também sobre a natureza presumível do “controle mediúnico”, o qual consistiria, quase sempre, na transmissão telepática do pensamento e não em uma posse temporária do organismo do médium pelo espírito comunicante. (Conclusões) 


375. Conclui-se, portanto, que os fenômenos examinados trazem uma primeira indução a favor da autenticidade das comunicações mediúnicas com os mortos, pois que, se a vontade de um vivo chega a ditar mentalmente uma carta inteira, palavra por palavra, servindo-se do cérebro e da mão de outrem (caso 3), então não se pode mais negar a possibilidade de que as personalidades dos mortos transmitam as suas mensagens, exercendo telepaticamente a vontade sobre o cérebro e a mão do médium. (Conclusões) 


376. Enquanto os fenômenos de tal natureza abalavam os fundamentos da hipótese das “personificações subconscientes”, pela qual todas as personalidades que se manifestam no domínio mediúnico não seriam mais do que efêmeras personificações, ou mistificações onírico-sonambúlicas da subconsciência, casos como estes em exame demonstram a origem positivamente extrínseca das manifestações de mortos. (Conclusões)
(Continua no próximo número.)



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita