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Crônicas e Artigos

Ano 11 - N° 515 - 7 de Maio de 2017

GEBALDO JOSÉ DE SOUSA
gebaldojose@uol.com.br
Goiânia, GO (Brasil)

 


Candeia sobre o candeeiro

“Não há ninguém que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz (...).” 1


No passado, a candeia (*) ficava ao alto, num canto da sala, e sua luz se estendia por todo o ambiente. Sempre mais intensa para os que estavam próximos a ela. Aqueles que estavam ao longe recebiam dela um fiapo de luz..., mas a recebiam!

Assim é a compreensão do Evangelho: chega a todos, mas em graus variados de intensidade, como luz que nos atrai. Fruto das vibrações e do amor zeloso de Jesus!

Todos os que frequentamos templos religiosos (quaisquer deles!) ali vamos amiúde ou periodicamente porque a mensagem de Jesus, de uma forma ou de outra, já nos tocou e contagiou o coração!

Uns assimilam mais o teor da mensagem, porque situados mais próximos da luz – da candeia de canto, ou do próprio Evangelho! E não há nisso nenhum privilégio: quem a busca, quem se esforça por compreendê-la e aplicá-la à própria vida, aproximam-se, por vontade própria, da luz imperecível da Boa Nova!

Emmanuel 2, Espírito, claramente exemplifica esse fato:

[“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” – O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.

O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.

Muitos Espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.

Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva. A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.

Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos?

Raros indagam relativamente a isso.]

E o Mestre, sábio educador, a pouco e pouco nos atrai, sempre mais e mais, até nos converter plenamente às claridades da Sublime Mensagem, eis que afirmou: ‘Das ovelhas que o Pai me confiou, nenhuma se perderá!’ 3

Não há, pois, condenações ‘eternas’: todos, ao longo das múltiplas encarnações, teremos oportunidades de compreender essas Lições imorredouras e de, lentamente, reparar nossas faltas, ainda que à custa de renúncias e dores! E, assim, seremos redimidos, sempre amparados por aqueles que, no plano físico ou no espiritual, nos conduzem à compreensão da mensagem de Amor.

Nem há, também, o ‘demônio’ ou o inferno tão temido. Só alimentam essas crendices os que não compreendem a grandeza do Amor de Deus, criador do Universo visível e invisível.

Ninguém melhor que Voltaire – François Marie Arouet (Paris, 21.11.1694-30.05.1778) – expressou a sabedoria do Criador, por oposição à imensa ignorância dos humanos, na sábia afirmação Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram”.

À medida que evoluímos, ampliamos nossa compreensão da vida, de nós mesmos e aprendemos a compartilhar com os demais tudo o de bom que o Pai nos concede.

*

No Velho Testamento temos – num sonho conhecido como Escada de Jacó 4 – belo símbolo de nossa evolução espiritual.

Em forma de espiral, seus primeiros degraus são de menor extensão; e vão se ampliando, à medida que se eleva.

Cada degrau comporta inúmeros ensinamentos, que devemos assimilar. E só ascendemos ao próximo quando completamos o aprendizado desse estágio.

Daí por que as questões que nos incomodam surgem, reiteradamente e de forma inesperada em nossas vidas. Oferecem-nos, assim, oportunidades de superar questões que nos desequilibram e de vencermos a nós mesmos: de não revidarmos ofensas; de perdoarmos etc. Afinal, de irmos além, de transcendermos nossos limites.

Compreendida a lição, somos envolvidos por extraordinária paz, que se torna, a cada vitória conquistada sobre nós mesmos, em incentivo a ficar atentos às próximas lições que nos serão oferecidas. Faz parte do processo de autoconhecimento que o Evangelho nos favorece, eis que ele é o mais perfeito roteiro para o crescimento espiritual! Daí a importância de conhecê-lo e aplicá-lo em nossas vidas.

[Diz “A Grande Síntese” que “se a dor faz a Evolução, a Evolução anula progressivamente a dor...” E outro não poderia ser o caminho. Inútil lutarmos contra a dor como se ela representasse um elemento intruso e agressor da Vida. compreendendo-a em profundidade e aceitando-a com resignação é que obteremos sucesso nas ascensões que nos aguardam. Quando a dor obriga o Espírito a dobrar-se sobre si mesmo, ao mesmo tempo em que anula as dissonâncias inerentes à alma, prepara terreno para profundas introspecções, desenvolvendo e despertando potencialidades espirituais.] 5 [Sublinhamos.]

Conhecer os ensinos de Jesus e ignorar sua prática é o que mantém o atraso da Humanidade, não obstante transmitidos há dois mil anos, pelo incansável Mestre!

Nosso aprendizado deve beneficiar a todos. Não basta adquiri-los. É preciso que ele transforme nossas vidas de forma efetiva, produzindo bons frutos: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mt, 5:16 6 – Grifo do original.

(*) – Candeia: Lâmpada formada por recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche com óleo para queimar. (Dic. Online de Português.)


Referências
:

1.           KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1ª. impr. FEB: Brasília, 2013. Cap. XXIV, it. 2, p. 291.


2.
           XAVIER, Francisco C. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1989, Cap. 74.


3.
           XAVIER, F. Cândido. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 4ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1978. Cap. 39, p. 165. (Citação de Emmanuel)

4.           ALMEIDA, João F. de – Tradutor. A Bíblia Sagrada. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil. 1969.

5.           CARDOSO, G. Perez e BOECHAT, Newton. Do átomo ao Arcanjo. Rio de Janeiro: edição dos autores, 1984. Cap. XI, p. 105.

6.           NOVO TESTAMENTO. Trad. João Ferreira de Almeida. Campinas (SP): Os Gideões Internacionais no Brasil, ed. 2003.


 

 


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