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Crônicas e Artigos

Ano 11 - N° 512 - 16 de Abril de 2017

WELLINGTON BALBO
wellington_balbo@hotmail.com
Salvador, BA
 (Brasil)

 



Quanto tempo falta para a Terra chegar a mundo
de regeneração?


A Revista Espírita foi uma obra com periodicidade mensal dirigida por Allan Kardec, de janeiro de 1858 até abril de 1869. Embora tenha desencarnado em março de 1869, o professor havia deixado a publicação de abril daquele ano pronta.

Com frequência, os assinantes da Revista Espírita pediam a Kardec para que sua publicação fosse semanal ou quinzenal. Objetivavam beber da literatura do sábio francês mais constantemente.

Kardec respondia, de forma educada, que era humanamente impossível. Em primeiro lugar porque o trabalho a que se prestava o professor tornava-se cada dia mais intenso.

Além disso, caso optasse pela periodicidade menor o professor teria que aumentar o valor das assinaturas. Embora muitos afirmassem que pagariam de bom grado, isto seria um prato cheio para os detratores de Kardec que, vira e mexe, acusavam o professor de enriquecer às custas do Espiritismo.

E, também, a Revista trazia em si o ideal da variedade e do complemento da obra construída pelo professor, portanto, deveria seguir a publicação mensal o que, segundo ele, seria mais conveniente.

Kardec informa, ainda, que a Revista registraria o desenvolvimento da ciência espírita e as novas teorias, mas que estas não poderiam ser aceitas antes de passar pelo controle universal do ensinamento dos Espíritos.

Percebe-se o zelo que Kardec tinha com o Espiritismo. Sua busca, conforme ele mesmo narra na introdução da Revista Espírita, era pela verdade, então teria que traçar estratégias seguras para que dela – verdade – não se afastasse, mas, também, que não obstruísse o progresso, porquanto sabia ele que o Espiritismo permanecia no patamar de ciência em construção, ou seja, aberto à continuação da verdade que, diga-se, deveria obedecer à marcha do progresso humano e não seria ministrada senão paulatinamente.

A grosso modo é a comparação da luz que, quando muito forte, ofusca ao invés de iluminar.

Kardec não tinha pressa, antes primava pela observação, pesquisa e estudo de determinado ponto, para que a verdade não lhe escapasse.

Pode-se afirmar que Kardec era um homem sem agonia!

Agonia que muitas vezes reflete-se na ansiedade de constatar que a Terra será, em breve, promovida de mundo de prova e expiação para mundo de regeneração.

Alguns falam até de datas. Todavia, é válido buscar no professor Rivail a prudência, até porque essa promoção não ocorrerá por decreto. Na constituição de Deus não há espaço para negociatas. Ou seja, a Terra será promovida quando os homens a promoverem por meio de suas ações pautadas na prática evangélica.

Basta uma breve observação para conferir que a mudança moral é lenta.

Vejamos:

Cerca de 1.400 anos mais ou menos separam a primeira revelação dada por Moisés da vinda do Cristo à Terra. Logo, de Cristo para o Espiritismo são mais de 1.800 anos.

Não precisamos fazer grandes reflexões para constatar que ainda não assimilamos nem a revelação dada por Moisés, porquanto ainda matamos, roubamos, tiramos vantagens indevidas e por aí vai...

Vide a situação do Espírito Santo, estado afetado pela “greve” da Polícia Militar e que as mortes pipocaram, os saques tomaram espaço e homens, até então não envolvidos com o crime, acabaram por se envolver pela razão de não estarem sendo fiscalizados pela polícia.

Em termos morais avançamos, mas ainda não praticamos nem o que Moisés revelou.

Vale lembrar que o Espiritismo tem pouco mais de 150 anos... Percebe-se que as revelações demoraram um bocado de tempo para fazer pequenino efeito no comportamento moral dos homens.

Em partindo deste princípio, se fizermos uma média entre as revelações, ou seja, 1.400 anos de Moisés a Jesus e 1.800 anos de Jesus ao Espiritismo, teremos 1.600 anos de média.

Será que irão 1.600 anos para começarmos a praticar as lições de Jesus?

Em realidade, tudo dependerá dos homens, então, cabe-nos acelerar esta progressão da Terra para um mundo melhor.

Outro dia ainda comentei com amigos: - Que os homens sejam todos, independentemente de religião, kardequianos, pois kardequiano quer dizer: Kardec para o cotidiano...

Só assim nosso mundo, de fato, será promovido para mundo de regeneração.



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita