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Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 504 - 19 de Fevereiro de 2017

CLAUDIO VIANA SILVEIRA 
cvs1909@hotmail.com
Pelotas, RS (Brasil)

 


Ódio e amor: antônimos?


“Tudo é amor. Até o ódio, o qual julgas ser a antítese do amor nada
mais é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.”
 
(Chico Xavier)


Pode ser até paradoxal, mas é possível que entre o ódio e o amor esteja circunscrito todo um percurso evolucional.

Um dia o generoso já foi egoísta ao extremo; o agora compreensivo já foi o maior dos intolerantes; o hoje atencioso já foi só indiferença; quem era só desprezo é hoje devotamento… Por isso afirmo que, embora pareça contradição ou disparate, há todo um roteiro amoroso de transformação no caminho do ódio ao amor, ou de todo um séquito que representa o mal até a corte amorosa do bem.

A indiferença, o egoísmo, o desprezo, a intolerância… que alguém demonstra hoje é exatamente a sua melhor e muito pessoal forma de amar. Ou representa na atualidade precisamente a quantidade e forma de amor que possui.

 Quem senão o próprio amor quebrará todas as barreiras da indiferença, do desprezo, do egoísmo, da intolerância… construídos pelas doenças do preconceito, da inveja, do orgulho e seu séquito cruel, a partir da má administração de uma liberdade emprestada aos indivíduos por um Pai Justo e Bom? O amor, assessorado pelo perdão, compreensão, generosidade, tolerância…, sempre saberá se entender com esses estranhos tipos de amor adoecidos gravemente.

Na parábola do joio (Mateus, XIII, 28 e 29), o Mestre, tendo por palanque um barco, ensinaria à multidão, às margens do mar da Galileia, que, quando os trabalhadores sugeriram ao seu senhor que o joio fosse arrancado do meio do trigo, teria lhes ordenado que não o fizessem, pois “arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo…”.

Pergunto-lhes se todos esses indivíduos com tipos de ‘amores’ tão estranhos e doentios, mas de conformidade com seu atual estado evolucional, não estão desejando ensinar algo, através de suas diferenças e até patológicas formas de amar? Domar, quem sabe, inflexibilidades e intolerâncias; driblar ilusões e absolutismos; refrear vaidades e exibicionismos; conter excentricidades e extravagâncias?

* * *

O solo do amor verdadeiro é tão fecundo e generoso que nele poderão nascer até ervas estranhas e opostas, mas úteis para que muitos propensos ao amor meditem sobre suas variadas síndromes…

Se algum dia escreveres algo, inundado pelos fluidos de ódios, ressentimentos e mágoas, não o publiques de imediato, pois certamente estarás mal assessorado. Permite que a noite engula o dia e, após uma boa noite de sono e depois que a mesma noite houver parido novo dia, ora sim, arregaça as mangas, ajuda alguém e reformula teu texto; então, sob o comando de lágrimas de amor, compaixão e reconhecimentos, publica teu trabalho, pois certamente tuas companhias já não serão mais as mesmas...

(Texto escrito ‘sob tensão’ no sábado, 4 de maio, e reavaliado segunda-feira, 6 de maio – Outono de 2013.) 



 


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