WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 491 - 13 de Novembro de 2016

JOSÉ REIS CHAVES
jreischaves@gmail.com
Belo Horizonte, MG (Brasil)
     

 


Deus criador, incriado e superior, e Deus criador
criado e inferior

 
Li o livro do Jesuíta espanhol José Antônio Laburu: “Jesus Cristo é Deus?”, Edições Loyola e Ed. Cléofas.  Laburu considera que a grande importância e o grande triunfo do Cristianismo se devem ao fato de Jesus ser outro Deus, quando o certo seria atribuí-los ao Deus único e verdadeiro, o Pai.

O autor baseou sua tese no dogma do Concílio Ecumênico de Niceia (325). O líder contra a divinização de Jesus foi Ário, daí, o arianismo. Para se ter uma ideia de quanto foi polêmico esse concílio, basta dizer que santo Atanásio, o chefe dos divinizadores, foi exilado cinco vezes, havendo suspeita de que ele tenha morrido envenenado, ao retornar de seu último exílio. E o imperador Constantino, defensor da divinização, depois ficou vacilando, ora a favor, ora contra. E ele dominou mais esse concílio do que o próprio bispo romano da época, Silvestre.

Deixemos a Bíblia falar.  

“Filho Unigênito do Pai” (São João, 3:16). Essa frase é uma das mais usadas pelos divinizadores de Jesus. Seria ela uma interpolação? Para o teólogo e filólogo francês Etiènne, queimado em 1546, a tradução certa seria “Filho de Deus único”. E diz são Paulo: “O próprio espírito nos testifica que somos filhos de Deus” (Romanos 8, 16). E vejamos esta outra: “Eu e o Pai somos um” (São João, 10: 30). Eles são um na sintonia, e não nas identidades. E nós podemos ser também um com Deus e Jesus. “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós.” (São João 17: 21.) “Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós.” (São João, 14: 20.) Jesus e todos nós somos deuses, sim, mas relativos (São João 10,34-35; 1 Samuel 28,13; e Salmo 82,6). E Deus mesmo, absoluto e único, é só o Pai nosso e de Jesus. E é também o único ser incontingente de são Tomás de Aquino.

Outros textos bíblicos que dispensam comentários: “O Pai é maior do que eu” (São João, 14: 28); “Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (São João 20: 17); “Deus é um só” (Romanos 3: 30); “Há um só Deus verdadeiro, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Timóteo 2: 5); “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um só, que é Deus” (São Lucas 18: 19).

E Jesus não ressuscitou, foi ressuscitado por Deus, que nos ressuscitará também. (Romanos 8: 11).

A importância de Jesus é realmente o fato de Ele ser o enviado de Deus como portador do evangelho para nós. E essa importância para nós, pois, do homem Messias, se torna tanto maior quanto maior é Deus Pai, o Criador incriado, o enviador do enviado Jesus, Filho de Deus, Criador também, mas criado, apesar de Primogênito das criaturas (Colossenses 1:15).  

Atentemos para o fato de que o enviador é sempre mais importante do que o enviado, que é, portanto, inferior.

Como se vê, os teólogos fugiram muito da Bíblia ao criarem a teologia cristã. Acredite neles quem quiser!
 



 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita