WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 483 - 18 de Setembro de 2016

JOSÉ REIS CHAVES
jreischaves@gmail.com
Belo Horizonte, MG (Brasil)

 


Não ao Espírito Santo teológico, e sim ao da
Bíblia, o verídico


O espírita nunca é um religioso fundamentalista, pois jamais ele pensa que apenas o espírita se salva. Realmente, um dia, todos se salvarão ou se libertarão. O espírita se fundamenta na lapidar frase de Kardec: “Fora da caridade não há salvação”, e a caridade pode ser praticada pelos adeptos de qualquer religião e até por ateus. E Jesus disse que seus discípulos seriam reconhecidos por se amarem uns aos outros. Ninguém, pois, se faz cristão por determinada religião. E a fé espírita incomoda, porque ela é raciocinada.

Na Bíblia, quando se fala no Espírito de determinada pessoa, a quem o autor se refere nas traduções, existe à frente do espírito o artigo definido em português “o”. E nos originais bíblicos, aparece uma infinidade de espíritos não definidos (não se sabendo de quem eles são), pelo que, nas traduções para o português, tem que se colocar antes deles o artigo indefinido “um”. Outras vezes, também, quando nos originais temos a expressão “um espírito”, os tradutores acrescentam o adjetivo “Santo” (com a letra inicial maiúscula) ao Espírito (com a inicial também maiúscula), para darem a entender que se trata do Espírito Santo trinitário, ficando assim: “o Espírito Santo”, em vez de “um espírito santo” (bom), como está nos originais evangélicos em grego e na Vulgata Latina, de são Jerônimo (5º século).

Exemplos de que o Espírito Santo bíblico é alma. “Então o povo se lembrou dos dias antigos de Moisés, e disse: Onde está aquele que pôs nele o seu Espírito Santo?” (Isaías 63: 11). Observem-se as letras iniciais maiúsculas, quando na verdade se trata do espírito santo ou alma santa de Moisés. “Deus suscitou o Espírito Santo de um homem jovem chamado Daniel.” (Daniel 13: 45 da Bíblia Católica.) Aqui também se trata da alma de Daniel e não do Espírito Santo trinitário. “Nosso corpo é santuário do Espírito Santo.” (1 Coríntios 6: 19). Por ser a alma de cada um de nós, a tradução certa é: Nosso corpo é santuário dum espírito santo.

O Espírito Santo bíblico é realmente o conjunto dos espíritos ou almas. O trinitário, que respeitamos, é o dos teólogos, a partir do Concílio Ecumênico de Constantinopla (381). São Paulo, pois, não conheceu o Espírito Santo dos teólogos. Quando ele fala nos dons espirituais, ele se refere ao espírito santo (alma) do indivíduo (1 Coríntios 14: 14).

Os dois maiores sábios cristãos: santo Agostinho e são Tomás de Aquino tinham divergências sobre a Santíssima Trindade. E por que nós não poderíamos também as ter? Para quem quiser saber mais, recomendo meu livro “A Face Oculta das Religiões”, Ed. EBM, SP.

Quando os carismáticos e evangélicos dizem que recebem o próprio Deus, que eles chamam de Espírito Santo, na verdade eles recebem um Espírito desencarnado, que pode ser bom, santo. Cada vez mais, eles próprios estão descobrindo essa verdade. Mas nem todos que a descobrem têm coragem de aceitá-la, ficando confusos, mas em silêncio. E não é à toa que muitos padres e bispos não olham com bons olhos os carismáticos, do grego “carismata”, que significa médium!


 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita