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Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 479 - 21 de Agosto de 2016

RICARDO ORESTES FORNI
iost@terra.com.br
Tupã, SP (Brasil)

 


O pai, o filho e o açoite


Perguntei determinado dia, no Centro espírita que frequento, quem gostaria de ter um pai que, por muito amar ao seu filho, o educa.

A resposta unânime foi afirmativa: todos gostariam de ter esse tipo de pai. Lembrei, então, aos presentes que educar é saber dizer não na hora certa. Deseducar é dizer sim sempre.

Devido a isso muitas vezes Deus diz não aos nossos ininterruptos pedidos a Ele dirigidos. Mesmo assim a preferência por esse pai, que educa porque ama, continuou.

Refiz a pergunta: quem gostaria de ter um pai que açoita seu filho quando o recebe nessa relação pai-filho?

Aí a situação mudou. A maioria, senão todos, não queriam ter um pai desse feitio!

“Onde já se viu! Açoitar um filho só porque se acha nesse direito como pai?!” – foram os comentários.

Feito esse suspense inicial e tendo induzido ao raciocínio, li a passagem de Paulo aos Hebreus, 12:6: - “Porque o Senhor corrige ao que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”.

Está escrito aí! Açoita aquele que recebe como filho, ou seja, a cada um de nós, é ou não é?

Ninguém falou, mas tenho a certeza de que alguns ficaram reavaliando se compensava continuar buscando a esse Deus que açoita aquele que recebe como filho, seja através do Espiritismo, Catolicismo, religião evangélica, budismo, religião maometana ou, até mesmo, sem religião alguma, porque podemos buscar ao Criador sem utilizarmos de qualquer denominação religião.

E então, como ficava a situação, perguntei? Vamos aceitar o açoite e continuar em nossa busca pelo Pai?

Para que não ficassem em dúvida esclareci aos presentes que o açoite não era um castigo de Deus, uma punição, mas simplesmente permitir aos que já estavam preparados receber nos ombros a cruz que cada um havia construído com os desequilíbrios cometidos.

Esse açoitar era exatamente permitir que a colheita chegasse até ao semeador.

Muitas vezes escutamos alegações de que outras pessoas que não possuem religião nenhuma vivem mais em paz e sem problemas do que aquelas que têm alguma crença religiosa. Como explicar tal aparente contradição?

Contradição nenhuma. Todos nós, Espíritos reencarnados em um planeta de provas e expiações, temos um passado de contabilidade negativa no Banco da Providência Divina. A não ser que sejamos Espíritos muito evoluídos emigrando de algum planeta de evolução superior ao da Terra e estejamos aqui apenas para contribuir com a evolução dela. Ou então, aquelas raríssimas exceções de Espíritos missionários.

Contudo, se não estamos em nenhuma dessas duas condições, precisamos de muitos açoites para a remissão do passado culposo.

O açoite de uma enfermidade que nos acompanha como sombra como consequência de desequilíbrios anteriores.

O açoite de filhos problemáticos resultantes de nossas falhas em convivências anteriores onde falhamos na educação deles.

O açoite da pobreza material para nos reabilitarmos dos desperdícios dos tempos de abastança que tivemos.

O açoite de um estudo insuficiente como resultado de termos perdido as oportunidades de estudos que se nos apresentaram e que malbaratamos.

O açoite de um patrão implicante e que nos aborrece no trabalho para experimentarmos o que fizemos quando estivemos na posição contrária à de empregado.

O açoite de uma esposa complicada para nos redimirmos perante a Amélia do passado que abandonamos em busca de outras aventuras amorosas.

O açoite de um marido que não é o príncipe encantado como consequência de não termos cumprido com obrigações anteriores.

E vai por aí afora.

Nosso lombo culposo precisa do açoite corretivo. E é isto que Paulo anuncia nas suas palavras aos Hebreus.

Sempre é tempo de pouparmo-nos de tal encontro desde já, procurando não assumir compromissos com os erros, com as más escolhas ou fugindo à responsabilidade que nos cabe cumprir.

Deus ama e educa através dos açoites, mas quem confecciona esse instrumento de aprendizado não é Ele, mas cada um de nós quando optamos pelo erro em desfavor do acerto.

Aliás, o primeiro convite dEle é sempre pelo exercício do amor. O açoite só é convocado quando não aceitamos o convite anterior.

Se o teu lombo está doendo, poupe-o de futuras chicotadas. Cubra-se com o pelego do amor ao semelhante que o açoite ficará paralisado no ar das boas obras para construção de um mundo melhor.

E então, como ficou a sua escolha? Aceita a educação e o açoite quando o convite do amor não encontra guarida em sua alma?
 

 

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita