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Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 479 - 21 de Agosto de 2016

CLÁUDIO BUENO DA SILVA
Klardec1857@yahoo.com.br
Osasco, SP (Brasil)

 


Palavra e exemplo


Não se pode negar o valor da boa palavra, o poder de influência que ela tem na construção do pensamento, na construção das relações. Há coisas lindas, tão bem ditas! Há verdadeiras descobertas que se fazem juntando palavras que, soltas, não teriam nem beleza, nem significação.

A palavra tem poder! O mundo da palavra é maravilhoso. Uns esperam com ela penetrar segredos, outros a revelação do desconhecido; há os que buscam a intimidade no reino da poesia ou da ciência. Há quem tente extrair dela a salvação de si mesmo, do mundo, como se só a palavra, sujeita às interpretações e aos desejos humanos, pudesse resgatar a culpa, o desvio, pulando etapas necessárias à conquista da compreensão. A palavra é uma coisa boa, e bem usada faz maravilhas na material vida humana.     

Mas há outro tipo de linguagem de que a massa de viventes na Terra pouco sabe: a linguagem do pensamento.

Segundo o Espiritismo, o pensamento é a linguagem usada pelos Espíritos no mundo invisível, próprio deles. Essa forma de comunicação talvez seja mais importante que a palavra, pois transporta as ideias na sua essência, como elas são, de Espírito para Espírito, impregnadas dos sentimentos que lhes deram origem. Nesse mundo invisível é mais difícil misturar o pensamento com a hipocrisia, com a mentira, como fazemos na Terra com a palavra. E como Deus faz as coisas certas, todos chegarão, mais cedo ou mais tarde, a experimentar esse método de comunicação de maneira bem usual, bastando para isso que morram.  

Enquanto isso não acontece, no que se refira às nossas relações ainda bem materializadas, o exemplo é mais pujante que a palavra. Aquele é concreto, realizado; esta é concepção e está submetida ao filtro intelectual de cada um. A palavra insinua, sugere, é intenção. O exemplo mostra como deve ser feito, é fato.

O bom exemplo contagia e nos faz ter esperança, inclusive em nós mesmos, pois sentimos vontade de copiá-lo. Se o outro pode fazer coisas nobres, belas, justas, eu também poderei! Esta dedução nos motiva. Passamos a querer imitá-lo, queremos ser (ou ver-nos) comparados a ele. Ainda que não tenhamos a força suficiente para isso, o que vemos se fixa em nossa mente como ideia realizável.

Agir com correção, generosidade e justiça em relação ao próximo e a tudo, perceber as nuanças morais nos fenômenos da vida requer o que Allan Kardec chamou de maturidade do senso moral, “inerente ao desenvolvimento do Espírito encarnado”.

O exemplo, sendo moral ou factual, tem como testemunhas não somente os vivos, mas também os mortos, já que estamos o tempo todo cercados por eles, conforme insinua a expressão evangélica (Paulo, Hebreus, 12:1). Este é um aspecto em que poucos pensam.

O que caracteriza o bom exemplo é a naturalidade, a isenção, o desinteresse, o distanciamento de qualquer presunção pessoal de quem produz a ação.

O bom exemplo está associado ao cumprimento do dever, a certo estado de equilíbrio da consciência, a um sentimento que transcende o comportamento civil e adentra o domínio da legislação divina ou natural.

Talvez seja por isso que o bom exemplo cause forte impressão (ainda que tardia) até mesmo ao néscio e faz respeitado o indivíduo que o prodigaliza.

 

 


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