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Estudando as obras de Manoel Philomeno de Miranda

Ano 10 - N° 475 - 24 de Julho de 2016

THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
 
Curitiba, Paraná (Brasil)
 


Tormentos da Obsessão

Manoel Philomeno de Miranda

(Parte 41)

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Tormentos da Obsessão, obra de autoria de  Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 2001.

Questões preliminares 

A. Qual era o aspecto de Evaldo após concluído o ato cirúrgico que o livrou do casulo?

Aberta toda a cápsula, deixando à mostra o Espírito infeliz, o que se viu foi uma pessoa de hórrida aparência, esquálida, com várias excrescências tumorosas na face e por todo o corpo, como flores despedaçadas e apodrecidas, recordando as enfermidades parasitas que agridem os pacientes destituídos dos recursos imunológicos de defesa orgânica. Seu aspecto era repelente e nauseante. Evaldo não passava de um irmão que fora colhido pelo vendaval das paixões e retornava ao lar destroçado pela loucura de si mesmo, conquanto nunca estivesse ao abandono. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.)

B. De que forma Evaldo elaborou o casulo no qual se escondera?

Dr. Orlando Messier esclareceu que toda vez que a mente se fixa em algo emite vibrações que se transformam em força correspondente, logrando atender ao direcionamento que lhe é proposto. No caso do irmão Evaldo, sua consciência de culpa elaborou um recinto escuro para ocultar a miséria a que se entregara, enquanto deambulava no proscênio terrestre na sua anterior e mais recente jornada. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.)

C. De que natureza foi o fracasso da mais recente existência de Evaldo?

Bacharelando-se, Evaldo teve a felicidade de ser convidado por hábil advogado político que o iniciou na difícil conjuntura administrativa do país, na qual conseguiu amealhar expressivos recursos financeiros. Tornando-se importante político, esqueceu-se completamente dos compromissos espirituais e, no auge do poder, tomado pela avidez desvairada para o enriquecimento ilícito, acumpliciou-se com amigos envolvidos em corrupção e, em breve, derrapou em terríveis enovelamentos morais, desviando verbas que deveriam atender necessidades urgentes e salvar vidas, transferindo-as para contas fora do país nos denominados paraísos fiscais. Nesse interregno, face aos descalabros íntimos que não ficaram apenas na área dos comprometimentos políticos, mas também sexuais, vinculou-se a antigos inimigos desencarnados que o espreitavam, começando a hospedar psiquicamente hábil manipulador das forças mentais que passou a comandá-lo vagarosamente até apropriar-se-lhe com relativa facilidade do seu mundo psíquico.  (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.)

Texto para leitura 

211. Um irmão colhido pelo vendaval das paixões – O anestesista direcionou as mãos para a parte desvelada e começou a aplicar a bioenergia que se exteriorizava em campos vibratórios de tonalidades azul-prateada e violácea, penetrando o cérebro perispiritual e modificando-lhe a coloração escura, enfermiça. Enquanto esse processo se realizava, dr. Orlando continuou cortando o casulo da parte superior da testa para baixo, alongando-se pelo tórax e membros inferiores, auxiliado pelo outro cirurgião. Havia tensão nos especialistas que se encontravam profundamente concentrados no tratamento de emergência e de gravidade. Transcorrida mais de uma hora, foi aberta toda a cápsula, deixando à mostra o Espírito infeliz, que se apresentava com hórrida aparência, esquálido, com várias excrescências tumorosas na face e por todo o corpo, como flores despedaçadas e apodrecidas, recordando as enfermidades parasitas que agridem os pacientes destituídos dos recursos imunológicos de defesa orgânica. O aspecto era repelente e nauseante. No entanto, se tratava de um irmão colhido pelo vendaval das paixões, que retornava ao lar destroçado pela loucura de si mesmo, mas que nunca estivera ao abandono. Carinhosamente foi retirado do molde grosseiro que o vestia e transferido para outra mesa próxima, onde o processo de auxílio prosseguiu. Sobre as pústulas foram aplicadas substâncias especiais que eram concentrados de energia asséptica, para auxiliar o refazimento dos tecidos decompostos, e apesar de encontrar-se em sono profundo, o cirurgiado passou a gemer dolorosamente. Os procedimentos de recuperação prosseguiram fortalecendo-o, enquanto os enfermeiros auxiliares retiravam os resíduos morbosos dos envoltórios que o vitimavam. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.) 

212. Somos o que cultivamos interiormente – Concluída a intervenção cirúrgica, dr. Orlando recomendou que se continuassem com os recursos de reenergização a cada quatro horas, tendo-se o cuidado de substituir a atadura vibratória que funcionava como bloqueador da mente em desalinho, a fim de evitar que novos comprometimentos pudessem ser exteriorizados. O trabalho agora seria de despertamento de Evaldo ao primeiro ensejo, de modo a conscientizá-lo da necessidade de modificar o direcionamento mental para o próprio bem. Outras recomendações foram feitas e, após uma prece gratulatória, todos saíram da sala. Longe dali, Manoel P. de Miranda indagou ao médico: “Como explicar-se esse processo de encapsulamento que acabáramos de ver?” Sem nenhum desagrado, ele esclareceu: “Convém ter sempre em consideração que somos aquilo que cultivamos interiormente. O céu e o inferno são regiões interiores que habitamos conforme a postura mental responsável pelos nossos atos. Exteriorizando essas preferências psíquicas, consubstanciamo-las em edificações que se tomam sustentadas pelas contínuas ondas do desejo e do interesse. Quando outros indivíduos trazem os mesmos valores, reúnem-se forças que concretizam aspirações, dando lugar a regiões próprias dos pensamentos em ação. Assim, temos as províncias de provas e dores além do túmulo, tanto quanto aquelas de delícias e de paz. Não poucos místicos e médiuns, em processo de desdobramento ainda na Terra, têm sido trazidos a esses sítios, o que deu margem aos conceitos míticos de inferno, purgatório, limbo e céu de forma concreta com as suas implicações religiosas e dogmáticas. É óbvio que não os existem do ponto de vista material, consoante a propositura da física newtoniana ou linear. Não obstante, multiplicam-se, em realidade, os campos e regiões de sofrimento, de angústia e de recuperação na Erraticidade, da mesma forma que os abençoados redutos de alegria, de paz, de bem-aventurança, conforme prometidos por Jesus no conceito do reino dos Céus”. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.) 

213. O que a consciência de culpa pode elaborar – Segundo explicação do facultativo, em face do primarismo que ainda viceja entre as criaturas, os desvios mentais e comportamentais têm projetado e vitalizado mais áreas para recuperação penosa do que lugares paradisíacos e edênicos. “Toda vez que a mente se fixa em algo, emite vibrações que se transformam em força correspondente, logrando atender ao direcionamento que lhe é proposto”, acrescentou o médico. “No caso do nosso irmão Evaldo, sua consciência de culpa elaborou um recinto escuro para ocultar a miséria a que se entregou, enquanto deambulava no proscênio terrestre na sua anterior e mais recente jornada.” Após uma pausa, durante a qual ordenou o raciocínio, ele continuou: “Nosso amigo partiu do mundo espiritual com definidos compromissos na área político-religiosa a que era afeito anteriormente, a que não soube corresponder com o valor que deveria ser aplicado. Fracassou, várias vezes, gerando situações penosas na fé religiosa abraçada, assim como no campo da política, que submeteu às paixões do dogmatismo e dos interesses inconfessáveis que o caracterizaram. Muito comprometido espiritualmente, preparou-se para novo cometimento e recebeu o aval dos seus Guias espirituais. Por mais de um decênio equipou-se de conhecimento e de valores éticos para atuar com elevação nos dois delicados campos. Quando se acreditou em condições de reencetar a jornada, foi conduzido a um nobre lar espírita, sob a tutela de mãe generosa que lhe era anjo protetor, a fim de que o Consolador lhe facultasse compreender os compromissos assumidos e a Lei de Causa e Efeito o despertasse para o desempenho sagrado da tarefa. Desde cedo, participou com a genitora dos estudos evangélicos no lar, em momentosos encontros de meditação e de intercâmbio, quando os Amigos espirituais inspiravam as conversações e direcionavam os interesses da família. Participou das aulas de evangelização da época, indevidamente denominadas de catecismo espírita, e mais tarde tomou parte num dos primeiros grupos de mocidades espíritas que se iniciavam no Brasil. Conseguiu destacar-se, exercendo liderança, porquanto, para tanto, fora preparado, enquanto simultaneamente estudava direito”. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.) 

214. Corrupção, enriquecimento e queda moral – Bacharelando-se, Evaldo teve a felicidade de ser convidado por hábil advogado político que o iniciou na difícil conjuntura administrativa do país, na qual conseguiu amealhar expressivos recursos financeiros. Logo depois, consorciou-se com excelente companheira, e enquanto o triunfo lhe batia às portas, permitia-se o distanciamento da fé espírita. É claro que se justificava como sendo vítima da falta de tempo, escamoteando o constrangimento que sentia de declarar-se espiritista nas altas rodas, nas quais agora se movimentava entre luxos e preconceitos mesquinhos. Prosseguiu o médico: “O tempo é inexorável, e todos passam por ele, que permanece inalterado. O dr. Evaldo, então proeminente político, esqueceu-se completamente dos compromissos espirituais. No auge do poder, tomado pela avidez desvairada para o enriquecimento ilícito, acumpliciou-se com amigos envolvidos em corrupção e, em breve, derrapou em terríveis enovelamentos morais, desviando verbas que deveriam atender necessidades urgentes e salvar vidas, transferindo-as para contas fora do país nos denominados paraísos fiscais. Nesse interregno, face aos descalabros íntimos que não ficaram apenas na área dos comprometimentos políticos, mas também sexuais, vinculou-se a antigos inimigos desencarnados que o espreitavam, começando a hospedar psiquicamente hábil manipulador das forças mentais que passou a comandá-lo vagarosamente até apropriar-se-lhe com relativa facilidade do seu mundo psíquico. Quando menos esperava, a esposa sofrida ante a conduta irregular do marido com a qual não concordava e o admoestava sempre que possível, foi acometida de um carcinoma que a vitimou em rápidos meses. Surpreendido pelo infausto acontecimento, não tendo procriado, o insensato começou a atormentar-se, dando campo à consciência de culpa e procurando fugir de si mesmo. Os valores amealhados de nada lhe valeram, porque não podiam minimizar os conflitos íntimos e a sensação de que a morte da mulher em condições muito dolorosas de certo modo era uma punição à sua conduta irregular, como se a Divindade se utilizasse de mecanismos mórbidos quais os dessa natureza”. (Tormentos da Obsessão, cap. 21 – Experiência incomum.) (Continua no próximo número.)



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita