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Crônicas e Artigos

Ano 10 - N° 465 - 15 de Maio de 2016

LEDA MARIA FLABOREA
ledaflaborea@uol.com.br
São Paulo, SP (Brasil)

 


Quadro-negro

Cada discípulo terá sua hora do aproveitamento individual

“(...) Todos nós atravessamos o período da fome de informações acerca de Cristo, mas aderindo às interpretações do ensinamento cristão a que nos ajustamos, não raro, nos confiamos apaixonadamente às manifestações superficiais de nossa fé.” – Emmanuel. ¹        


Participamos de assembleias em templos materiais os mais diferentes, dependendo da nossa crença, e isso, sem dúvida, torna digno nosso pensamento religioso; também integramos grupos que cuidam de propagar as ideias com as quais concordamos, e isso mostra o nosso cuidado com os princípios que nos propomos seguir; procuramos mostrar, através de hábitos exteriores, às vezes em assuntos de alimentação, por exemplo, o jejum de algum alimento, e de rituais em ocasiões especiais, o nosso propósito de testemunhar publicamente a nossa forma de pensar, o que reforça nossa sinceridade. E ainda, muitas vezes, procuramos demonstrar, de outras maneiras, as nossas escolhas religiosas... Tudo isso – como manifestações externas que lembram o nome de Jesus e se reportem, de alguma forma, às lições benditas que nos deixou – é recurso precioso, transformado em sugestão edificante para nosso caminho evolutivo.

O Apóstolo Paulo, em carta ao povo de Roma, lembra-nos que “se alguém não tem o Cristo, esse tal não é d`Ele”. É preciso reconhecer, então, que a palavra do Evangelho é demasiado clara ao proclamar a necessidade do Cristo em nossa vida, através de sentimentos, de ideias, de ações e de condutas condizentes com a Sua doutrina.

E por que nos lembrarmos das palavras de Paulo de Tarso? Quantas vezes pregamos o Evangelho, atendendo a interesses demagógicos! Quantas vezes queremos o Cristo para que o Cristo nos sirva! Quantas vezes cultivamos a oração, pretendendo subornar a Justiça Divina!

Essas atitudes de “demonstração e expressão de fé, à caça de vantagens pessoais, no imediatismo das gratificações terrenas”² têm nos levado ao renascimento físico, retornando inúmeras vezes à matéria, trazendo a consciência pesada de culpas, como um lugar repleto de lixo e sucata de existências anteriores, impedindo de nos abrirmos para o Sol da vida, para a Bondade Divina, para Deus, Pai Criador.

Para meditarmos e nos ocuparmos dos convites que Jesus nos faz, com vistas à renovação, é imprescindível conhecer os princípios evangélicos. Porém, mais que isso, é fundamental que exemplifiquemos com boas obras, independentemente das doutrinas que aceitemos, a fim de que sejamos cartas-vivas do Evangelho, nas palavras do Apóstolo Paulo de Tarso, do aproveitamento pessoal do qual somos manifestos.

Com muita propriedade, Emmanuel, estimado benfeitor espiritual, diz o seguinte: “Quanto nos seja possível, estudemos as lições do Senhor e reflitamos em torno delas. Aprendamos, no entanto, a praticá-las, traduzindo-as em ação, no cotidiano, para que a palavra não se faça vazia e a fé não seja vã³.

Tudo isso é o chamamento aos testemunhos que teremos de dar no momento aprazado. “Cada discípulo terá sua hora de revelação do aproveitamento individual.³

É como se tivéssemos, ainda, em uma sala de aula, diante do quadro-negro, sendo inquirido pelo professor. Ali, naquele momento, teremos que mostrar a ele o quanto aprendemos com suas lições. Ali, nenhum dos companheiros da sala poderá nos ajudar... Diante do quadro-negro, zona escura para nossos olhos materiais, o giz representará, fielmente, a nossa posição firme no aprendizado ou nossa insegurança, no exemplo de Emmanuel. O nobre mentor traz para nós, ainda, uma imagem bastante sugestiva ao afirmar que muitos aprendizes fracassam porque não sabem multiplicar os bens dos quais se fizeram depositários, e nem dividi-los.

Ignoram como encontrar a luz, no meio das trevas e acabam somando os conflitos que resultam em revides, rancores, mágoas, doenças físicas de todas as espécies.

Esquecidos de que Jesus salientou o amor por máxima em todas as situações do Seu apostolado, entregam-se à devolução das injúrias, na mesma moeda, alimentados pelos melindres, pelas mágoas, desprezando o entendimento, o perdão e a serenidade.

Naturalmente, Jesus não se alegra de ver os homens mergulhados em sofrimento, mas também sabe da necessidade das provas e dos obstáculos para o crescimento desejado.

Se na escola os alunos são submetidos a provas de aproveitamento, capacitação, de testes de inteligência, também o Evangelho oferece situações semelhantes. Por exemplo:

1 – Sabemos que vivemos em um planeta bastante materializado, com corpos ainda grosseiros, o que acarreta, sempre, inúmeras dificuldades para nós.

2 – Problemas esses que são inerentes à própria existência, e por isso não podemos nos tornar criaturas tristes, desanimadas, sombrias, como quem está sempre à espera de padecimentos, fixados na ideia de que quanto mais sofrimento, mais chances de ir para o Céu.

3 – O planeta está repleto de tentações fantasiosas, necessidades ilusórias e não podemos chamar Jesus para que nos ajude a continuar a viver de ilusões.

Mas, quando somos chamados para seguir o Mestre, é para que aprendamos a executar a tarefa em favor da Esfera Maior, sem nos esquecermos de que o serviço começa em nós mesmos através da transformação dos nossos sentimentos, pensamentos, palavras e ações, na busca de sermos melhores hoje do que fomos ontem.

Lembra-nos, judiciosamente, Emmanuel que “quando o Mestre convida alguém ao Seu trabalho, não é porque chore em desalento ou repouse em satisfação ociosa. Se o Senhor te chamar, não te esqueças de que já te considera digno de testemunhar”. 4 Portanto, fugir ao convite, é comprometer ainda mais a presente encarnação, com acréscimos de débitos para as vindouras.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V, “Bem-Aventurados os Aflitos”, encontramos o seguinte pensamento: “O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem”.

A atitude de fuga ante os compromissos assumidos ainda na espiritualidade antes de reencarnarmos, e apesar do esquecimento temporário, na matéria, só tornará mais penosas nossas existências: atual e futuras.        

Apesar das provas às vezes ásperas, dos obstáculos aparentemente intransponíveis, que nos obrigam a pensar no porquê de suas presenças em nossa existência, Deus precisa nos encontrar executando as tarefas que nos competem, para poder nos ajudar na hora do testemunho. Poderemos ser ou estar limitados nesse momento, mas não poderemos ser ou estar ociosos física e intelectualmente. Agora, se permanecermos atentos, agradecendo a Deus as oportunidades oferecidas, Seus Mensageiros encontrarão, na própria tarefa, os meios de nos socorrer.

Quando conscientes e não mais iludidos pensamos na nossa realidade íntima e na que nos cerca a existência, damo-nos conta da sua rudeza. Todavia, Deus é Misericórdia Infinita e não nos deixa sem Seu amparo, ainda que muitas vezes nos sintamos abandonados.

Nossa fé vacilante não nos permite entender que o não aos nossos desejos e caprichos é a forma que o Pai tem de nos dizer: “Pare, pense, escolha melhor...”

As provas que experimentamos hoje é o resultado das escolhas enganosas de ontem. Hoje, mais sábios, já aprendemos escolher com mais responsabilidade. E o que isto significa? Significa que nosso futuro desenha-se radioso à nossa frente. Cada vez mais rapidamente e com mais coragem vamos vencendo todos os obstáculos, e nos preparando para o cimo da felicidade; felicidade que tanto desejamos, e que nos chegará por méritos próprios.

As provações espinhosas vão ficando para trás na medida em que, mais lúcidos das nossas obrigações ante as leis divinas, vamos cumprindo, dentro de nós, com alegria, as palavras do Excelso Amigo, Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ama teu próximo como a ti mesmo”, não importa onde, não importa quando, não importa quem.

 

Bibliografia: 

1 – XAVIER, F. C. - Palavras de Vida Eterna – ditado pelo Espírito Emmanuel – 20ª edição, Edição CEC, Uberaba/MG – 1995 – lição 160.

2 – idem – lição 159.

3 – XAVIER, F. C. - Vinha de Luz – ditado pelo Espírito Emmanuel – 14ª ed., FEB, Rio de Janeiro/RJ – 1996 – lição 114.

4 – XAVIER, F. C. – Caminho, Verdade e Vida – ditado pelo Espírito Emmanuel – 17ª ed., FEB, Rio de Janeiro/RJ – 1997, lição 71.


 

 


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