Canteiro de rimas
Quem ama não desanima.
Por mais dor na alma sincera,
O amor se faz esperança
Onde a razão desespera.
Avarento — homem sozinho
Que não ajuda a ninguém,
Reduzido a carcereiro
De toda a prata que tem.
Aviso da experiência
Que não se deve omitir:
Quem descobre a ingratidão
Não desejava servir.
Fortuna é uma deusa antiga
Que só defende e tutela
Quem sabe tê-la, servindo,
Mas trabalhando sem ela.
Fraternidade real
É luz de Deus na pessoa;
Jamais condena, auxilia…
Não censura, aperfeiçoa…
A vida é longa viagem
Que se faz, de prova em prova…
Em toda estrada que finda,
Começa uma estrada nova.
Quanta gente chora rindo,
Soluçando a gargalhar!…
Onda rendada na areia
Não mostra o fundo do mar.
Do livro Mais vida, poema
psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.