Joias da poesia
contemporânea

Autoria: Benedito Candelária Irmão

 

Canteiro de rimas


Quem ama não desanima.

Por mais dor na alma sincera,

O amor se faz esperança

Onde a razão desespera.

 

Avarento — homem sozinho

Que não ajuda a ninguém,

Reduzido a carcereiro

De toda a prata que tem.

 

Aviso da experiência

Que não se deve omitir:

Quem descobre a ingratidão

Não desejava servir.

 

Fortuna é uma deusa antiga

Que só defende e tutela

Quem sabe tê-la, servindo,

Mas trabalhando sem ela.

 

Fraternidade real

É luz de Deus na pessoa;

Jamais condena, auxilia…

Não censura, aperfeiçoa…

 

A vida é longa viagem

Que se faz, de prova em prova…

Em toda estrada que finda,

Começa uma estrada nova.

 

Quanta gente chora rindo,

Soluçando a gargalhar!…

Onda rendada na areia

Não mostra o fundo do mar.

 

Do livro Mais vida, poema psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita