Tema: Pluralidade dos mundos habitados
Há muitas moradas na casa de meu
Pai
Rosinha está muito feliz, pois finalmente chega o dia de
ir à escola.
Dona Cecília arruma na mochila o material escolar da
filha para aquele dia tão especial.
Muito curiosa, Rosinha pergunta à mãe:
—
Mamãe, por que eu tenho de ir para a escola?

— A
escola é muito importante, pois nela você vai aprender a
ler, fazer amigos, conhecer seus professores e muito
mais...
— O
que é esse “muito mais”, mamãe?
Dona Cecília sorri e responde com paciência:
— A
escola é um lar para você, uma outra morada.
—
Outra morada? Um lar? — A menina coça a cabeça,
desconcertada.
— É
sim, minha filha. Na vida, nós temos muitas moradas, e a
escola é uma delas.
—
Nossa cidade é uma morada, mamãe?
—
Isso mesmo, filha. Nossa cidade é uma morada, nosso
bairro é uma morada, nosso país é uma morada.
—
Nosso planeta também?
—
Isso mesmo, Rosinha! A Terra é uma morada do Espírito,
como muitas outras; vivemos aqui para aprender e
evoluir. Podemos dizer também que a Terra é uma grande
escola.
—
Puxa, mamãe! E o que aprendemos na escola da Terra?
—
Nessa grande escola, nós aprendemos a amar.
— E
onde é a sala de aula da Terra, mamãe?
—
Nossa primeira sala de aula é o lar...
Ansiosa, Rosinha interrompe a mãe e pergunta:
— E
quem são nossos coleguinhas de classe?
—
Nossos primeiros colegas de classe são os nossos
familiares: nossos pais, irmãos, avós...
— E
quais são as matérias que aprendemos com esses colegas?
—
Ah, Rosinha! Essa é a parte que temos mais dificuldade
para aprender, pois, em família, a gente aprende a
perdoar, a amar, a viver em paz.
Rosinha sorri e pergunta:
— E
os nossos vizinhos?
—
Cada lar é uma escola, uma morada onde os Espíritos
aprendem a amar.
— E
as estrelas do céu, mamãe? Elas são moradas também?
—
Isso mesmo, minha filha! Quando olhamos para o céu
estrelado, vemos as muitas moradas que Deus criou para
seus filhos, os Espíritos imortais que somos nós.
— E
quem mora nessas estrelas, mamãe?
— O
Universo está repleto de estrelas onde moram Espíritos
aprendizes, como os que vivem aqui na Terra.
— E
todos são felizes, mamãe?
—
Cada morada tem habitantes de acordo com a necessidade
que eles têm de aprender. Uns são felizes; outros ainda
precisam aprender muito sobre o amor.
Dona Cecília sorri novamente e faz um carinho no rosto
da filha, dizendo:
—
Você aprende depressa, Rosinha! A vida é uma grande
escola em todos os lugares. Tudo foi criado para que
possamos aprender.
—
Se tudo isso foi criado por Deus para as pessoas serem
felizes, por que tem tanta gente triste neste mundo,
mamãe?
—
Isso acontece porque existe outro tipo de morada, minha
filha...
— E
qual é, mamãe?
— É
a casa do coração, onde guardamos todos os sentimentos.
—
Nossa, mamãe! O coração é uma casa!
— É
sim, minha filha. Guardamos nele nossos sentimentos e
passamos a viver assim. O coração vai conosco para todas
as outras moradas e, onde quer que a gente vá, levaremos
o que está guardadinho dentro dele. Quando estamos
tristes, moramos em qualquer lugar com tristeza; se
estamos felizes, levamos a alegria para todos os
lugares.
—
Hoje eu estou ansiosa para ir à escola, mamãe.
Dona Cecília sorri e diz:
—
Jesus nos ensinou que existem muitas moradas na casa de
Deus. São vários os mundos habitados onde os Espíritos
estão aprendendo e evoluindo.
—
Cada sala de aula da minha escola é uma morada, mamãe?
—
Você está certa, Rosinha, pois cada sala de aula da sua
escola atende à necessidade de seus alunos. Você vai
para a classe dos iniciantes para aprender a ler e a
escrever, enquanto outros, que já são alfabetizados, vão
para salas mais adiantadas.
—
Agora estou feliz com o que acabei de aprender! — diz a
menina, sorrindo.
—
Seu coração está alegre e feliz, e é assim que você deve
ir para a escola, levando em seu coração os melhores
sentimentos para aprender tudo na escola da vida.
Rosinha abraça a mãe e pede que ela coloque a mochila
escolar em suas costas para ir à aula.
Ela
recebe um beijo carinhoso na face e, de mãos dadas com a
mãe, vai conhecer a morada escolar.
Texto do livro
Jesus e as Crianças,
vol. 1, de Adeilson Salles.