|
Abolições para um novo tempo
O termo “Abolição” é sinônimo, dentre outros, de
revogação, extinção ou anulação de certas coisas que,
doravante, não serão mais divulgadas, vividas ou
proclamadas etc.
E o fato é que a confusão ainda é muito grande entre os
religiosos dos mais diversos matizes, donde se misturam
e se discutem passagens do Velho e do Novo Testamento
Bíblico, quando este segundo, por sua vez, surgira para
preponderar sobre o outro e, de certa forma, anulá-lo,
ou seja, não seria ele mais objeto de nossas ações ou de
nossas mais caras observações.
Logo, a Pena de Talião do Velho Testamento, aquela mesma
do “olho por olho e dente por dente”, está, doravante,
anulada pelo Novo Testamento; assim como também todas as
demais passagens de guerra, de crimes, de violência e,
pois, de imoralidades contidas no mesmo, repito, no
Velho Testamento, passando a valer, pois, o Novo Ensino
do Mestre Nazareno e, sobretudo, o “Maior Mandamento da
Lei”, que ministra com veemência aos nossos corações:
“Amar a Deus acima de todas as coisas, e a teu
semelhante como a ti mesmo.”
(Jesus).
E, portanto, tudo o que contradiz tal ensino do Mestre
está errado, banido ou excluído da Nova Ordem
Evangélica, que prescreve o Amor incondicional a tudo,
ou seja, a Deus e Suas Criaturas, pois que o Supremo
Criador não se distingue e não se separa de Sua Divina
Obra, estando Ele, assim, imanente a ela, jungido a ela
e, pois, em tudo e em todos nós; e isto também é
constante do ensino de Jesus.
Logo, o Velho Testamento, se contém coisas boas, por
outro lado, encerra coisas muitíssimo ruins, imorais e,
portanto, não mais condizentes com os novos tempos, e
isto, pois, fora preconizado pelo próprio Mestre, como
já vimos supra. E, portanto, que não mais se olhe para
trás, mas, sim, para frente e para o alto, donde está a
nossa destinação futura: toda ela espiritual e moral.
E, inclusive, as mais diversas editoras já têm publicado
edições e mais edições do Novo Testamento em separado do
Velho, o que é, de fato, um progresso e não um
retrocesso, como alguns mais retrógrados têm observado;
ora, o que é velho é velho e, se já não serve mais, deve
ser abandonado em função do Novo, muito mais expressivo
e melhor, pois que:
“Toda árvore que meu Pai não plantou será arrancada e
lançada ao fogo.” (Jesus).
Logo, creio que todos nós, os espiritistas
bem-pensantes, somos inteiramente a favor da produção,
em separado, do Novo Testamento, que, mais tarde, os
demais religiosos hão de reconhecer que o mesmo há de
ser complementado pela obra central da Codificação
Kardequiana, ou seja, por “O Evangelho Segundo o
Espiritismo” (1864 – A. K.) e demais opúsculos de sua
luz e eterna grandiosidade.
Ora, de que serve o Velho Testamento se os seus
seguidores, e, sobretudo no Oriente Médio e adjacências,
donde se nos mostram judeus, muçulmanos e ateus em pleno
estado de ódio, de guerras e demais atrocidades que, por
sua vez, estão em profundo contraste com o Amor, aquele
mesmo Amor preconizado pelo Nazareno?
|