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D. Josefina era uma senhora cega, muito estimada em
Pedro Leopoldo, e tinha verdadeira adoração por Chico
Xavier. Seu maior desejo era que, um dia, ele jantasse
com ela.
Marcado o dia, Chico compareceu. A mesa estava posta. Como
convidado de honra, ele sentou-se à cabeceira. Dos lados, duas
amigas de ambos, que também haviam sido convidadas. Por ser
pobre, D. Josefina preparara apenas uma sopa de legumes.
Emocionado com a homenagem da dona da casa, o médium foi tomando
a sopa e conversando, quando, de repente... viu uma barata preta
no meio do prato! Na repulsa do momento, Chico quis afastar o
prato para o lado, ao mesmo tempo em que D. Josefina lhe
perguntava:
– Então, Chico, está gostando da minha sopa? Olhe que a fiz com
muito cuidado e carinho, em sua homenagem!...
– Está ótima, minha irmã. Sou-lhe muito grato pela sua bondade.
Não mereço tanto!
E, para que ninguém visse seu achado, foi conversando e tomando
a sopa! Dona Josefina ria de contente! Diante da alegria da irmã
querida, que se sentia tão honrada, ele esqueceu-se da barata e
começou a conversar animadamente, a contar casos e a comer. No
fim, o prato estava vazio! Ele engoliu a sopa toda e a barata
também!
Do livro Chico Xavier – Mandato de
amor, de Espíritos diversos.
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