Trânsito
Já não me vale este rolo
Que me nasce do bestunto,
Agora desencarnado
Não mais estou neste assunto.
É um amigo que me escreve
Na bondade a que se aferra,
Solicita que eu lhe escreva
Sobre o trânsito na Terra.
Do que enxergo no problema
Não tenho dica que agrade,
Movimento muito grande
Aumenta a dificuldade.
Guiar máquinas demanda
Muito cuidado e carinho,
Basta lembrar o pampeiro
Dos entraves no caminho…
Em toda e qualquer parada,
Buzina grita em geral,
É a pessoa irrefletida
Que não atende a sinal.
É o passante distraído,
Meninos jogando bola,
É o bebum cambaleante,
Doentes pedindo esmola.
É o buraco escancarado
Que se aprofunda e se amplia,
São ciclistas no balé,
São motos em correria.
Aqui, respondo ao amigo
Que esta consulta me faz:
— Não cochile no volante,
Nem largue o freio,
rapaz!… [*]
[*] Para melhor compreensão de algumas expressões
utilizadas pelo autor espiritual acesse o Glossário de
gírias, clicando aqui:
Glossário
Do livro Loja de alegria, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.