Elogios e críticas
“Toda boa dádiva e
todo dom perfeito é lá do Alto, descendo do Pai das
luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de
mudança.”
(Tiago, 1:17.)
Se o Sol dependesse da aprovação humana para alimentar a
vida que se lhe gravita em derredor, certo que, desde
muito, estaria reduzido a montão de cinzas.
Se a Terra sofresse com as censuras que lhe são
constantemente desfechadas por todos aqueles que a
categorizam por vale de lágrimas, já teria descido à
condição de um cemitério no Espaço.
Se a semente rejeitasse a solidão e a morte a que se vê
relegada no solo, a fim de colaborar no sustento do
mundo, as criaturas estariam, há muito tempo, sem a
bênção do pão.
Ah! se a fonte recusasse o regime de mudança incessante
e permanente em que é chamada a servir, a vida
organizada na Terra se mostraria confinada a
primitivismo e estagnação.
Se a árvore só produzisse sob aplausos, o fruto não
abençoaria a mesa dos homens.
Obreiros da Verdade e do Bem, reflitamos nas lições
simples da Natureza e trabalhemos.
Agradecei o louvor que vos fortalece para o desempenho
das obrigações naturais do mundo e aproveitai com
resignação a advertência que a crítica vos dê.
Entretanto, se precisamos de elogio para trabalhar e se
a admoestação nos paralisa as faculdades de servir,
estamos ainda longe de compreender o tesouro das
oportunidades de aprimoramento e elevação que nos
enriquece os caminhos, de vez que, acima de tudo, a
bênção que nos reconforta, a luz que clareia a estrada,
a força que nos sustenta e o apoio que nos escora chegam
sempre de Mais Alto e procedem, originário e tão
somente, de Deus.
Do livro Segue-me, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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