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E se a vida continua?
Perante os problemas da vida, por vezes, julgando-se sem
saída, algumas pessoas optam pelo suicídio, com o
objectivo de acabar com o sofrimento de que padecem,
seja ele qual for. Aparentemente é a solução ideal, à
falta de melhor saída. Mas… e se a vida continua após a
morte do corpo físico?
Em pleno século XXI, vemos o dealbar de nova postura nos
meios científicos e académicos, perante a questão mais
pertinente na nossa vida: existe vida além da morte?
Se outrora era uma questão de fé cega, em que cada um
acreditava de acordo com as suas convicções religiosas,
a partir de 18 de Abril de 1857, com o aparecimento do
Espiritismo (doutrina espírita ou doutrina dos
Espíritos) ficou demonstrado experimentalmente que a
vida continua após a morte do corpo físico, que é
possível contactar com os chamados “mortos”, através da
mediunidade humana e que no ciclo da vida, reencarnação
após reencarnação, vamos sempre colhendo o que tivermos
semeado antes, no imo do Ser.
Desde meados do século XIX até aos dias de hoje, mais de
200 cientistas e investigadores têm repetido à saciedade
as pesquisas de Allan Kardec (o codificador do
Espiritismo), muitas vezes com o fito de demonstrar a
falsidade dos seus argumentos, acabando por concluir
que, afinal, as assertivas espíritas estão correctas –
a vida continua após a morte do corpo físico,
mantendo o Espírito a sua personalidade, no seu corpo
espiritual, energético, vaporoso, semi-material,
invisível aos olhos do corpo carnal mas visível através
da mediunidade de vidência (capacidade de ver o mundo
espiritual, numa gama de frequência diferente da que os
olhos físicos captam).
Temos, pois, em jogo duas teses diametralmente opostas:
uma, a tese materialista, diz que a consciência é um
produto do cérebro (sem explicar como) e que morrendo o
corpo carnal, tudo acaba (no entanto não prova que após
a morte física existe o… nada). Do outro lado, a tese
espiritualista que diz que a vida continua após a morte
física, sendo que o Espírito larga o corpo carnal,
continuando a viver no plano espiritual, tal como nós
mudamos de roupa sem que a nossa essência mude.
Suicídio? Não, obrigado!
Tudo passa.
Viver, é a melhor opção!
De realçar que existem cinco evidências científicas que
apontam no sentido da imortalidade do Espírito –
Experiências de Quase-Morte (EQM), Experiências Fora do
Corpo (EFC), Visões no Leito de Morte (VLM), Casos
Sugestivos de Reencarnação (CSR) e Mediunidade.
No entanto não existe uma única evidência de que a vida
não continua, sendo que neste caso, para se ser
materialista tem de se ter muita fé (cega), pois é uma
crença sem base observável e comprovável.
O Espiritismo vem, pois, explicar quem somos, de onde
viemos, para onde vamos, o que estamos a fazer na Terra,
qual a causa das nossas dissemelhanças, demonstrando a
imortalidade do Espírito que se comunica através de
médiuns, nos centros espíritas, referindo, no caso dos
suicidas, o profundo desgosto por a vida não ter
acabado, por continuarem com o mesmo problema no seu
íntimo, e que terão de recomeçar tudo de novo, em nova
reencarnação, o que acarreta muita perda de tempo e o
sofrimento associado a esse erro colossal que é o
suicídio. Eles próprios pedem que divulguemos a
imortalidade do Espírito para que mais ninguém caia no
ledo engano, onde o Espírito apenas “muda de casa”, mas
mantém-se igualmente vivo, só que agora no seu corpo
espiritual, sem o complemento físico.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar
tal é a Lei” ensina-nos a filosofia espírita que
aponta sempre na direcção do Bem, comprovando que somos
seres imortais, temporariamente num corpo de carne, em
busca do seu devir intelectual e moral mais evoluído.
José Lucas reside em Óbidos, Portugal.
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