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por José Lucas

E se a vida continua?


Perante os problemas da vida, por vezes, julgando-se sem saída, algumas pessoas optam pelo suicídio, com o objectivo de acabar com o sofrimento de que padecem, seja ele qual for. Aparentemente é a solução ideal, à falta de melhor saída. Mas… e se a vida continua após a morte do corpo físico?

Em pleno século XXI, vemos o dealbar de nova postura nos meios científicos e académicos, perante a questão mais pertinente na nossa vida: existe vida além da morte?

Se outrora era uma questão de fé cega, em que cada um acreditava de acordo com as suas convicções religiosas, a partir de 18 de Abril de 1857, com o aparecimento do Espiritismo (doutrina espírita ou doutrina dos Espíritos) ficou demonstrado experimentalmente que a vida continua após a morte do corpo físico, que é possível contactar com os chamados “mortos”, através da mediunidade humana e que no ciclo da vida, reencarnação após reencarnação, vamos sempre colhendo o que tivermos semeado antes, no imo do Ser.

Desde meados do século XIX até aos dias de hoje, mais de 200 cientistas e investigadores têm repetido à saciedade as pesquisas de Allan Kardec (o codificador do Espiritismo), muitas vezes com o fito de demonstrar a falsidade dos seus argumentos, acabando por concluir que, afinal, as assertivas espíritas estão correctas – a vida continua após a morte do corpo físico, mantendo o Espírito a sua personalidade, no seu corpo espiritual, energético, vaporoso, semi-material, invisível aos olhos do corpo carnal mas visível através da mediunidade de vidência (capacidade de ver o mundo espiritual, numa gama de frequência diferente da que os olhos físicos captam).

Temos, pois, em jogo duas teses diametralmente opostas: uma, a tese materialista, diz que a consciência é um produto do cérebro (sem explicar como) e que morrendo o corpo carnal, tudo acaba (no entanto não prova que após a morte física existe o… nada). Do outro lado, a tese espiritualista que diz que a vida continua após a morte física, sendo que o Espírito larga o corpo carnal, continuando a viver no plano espiritual, tal como nós mudamos de roupa sem que a nossa essência mude.

 

Suicídio? Não, obrigado!
Tudo passa.
Viver, é a melhor opção!


De realçar que existem cinco evidências científicas que apontam no sentido da imortalidade do Espírito – Experiências de Quase-Morte (EQM), Experiências Fora do Corpo (EFC), Visões no Leito de Morte (VLM), Casos Sugestivos de Reencarnação (CSR) e Mediunidade.

No entanto não existe uma única evidência de que a vida não continua, sendo que neste caso, para se ser materialista tem de se ter muita fé (cega), pois é uma crença sem base observável e comprovável.

O Espiritismo vem, pois, explicar quem somos, de onde viemos, para onde vamos, o que estamos a fazer na Terra, qual a causa das nossas dissemelhanças, demonstrando a imortalidade do Espírito que se comunica através de médiuns, nos centros espíritas, referindo, no caso dos suicidas, o profundo desgosto por a vida não ter acabado, por continuarem com o mesmo problema no seu íntimo, e que terão de recomeçar tudo de novo, em nova reencarnação, o que acarreta muita perda de tempo e o sofrimento associado a esse erro colossal que é o suicídio. Eles próprios pedem que divulguemos a imortalidade do Espírito para que mais ninguém caia no ledo engano, onde o Espírito apenas “muda de casa”, mas mantém-se igualmente vivo, só que agora no seu corpo espiritual, sem o complemento físico.

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar tal é a Lei” ensina-nos a filosofia espírita que aponta sempre na direcção do Bem, comprovando que somos seres imortais, temporariamente num corpo de carne, em busca do seu devir intelectual e moral mais evoluído.

 

José Lucas reside em Óbidos, Portugal.
 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita