Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Animal de estimação e empatia na infância


A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
Mario Quintana


Espírito de ajuda pode ser aprendido em casa, na infância. Além dos exemplos dos pais, o convívio com um animal doméstico pode, sim, favorecer muito esse aprendizado.

Casa que tem cachorro costuma ser associada com carinho, companhia. Contudo, esse tipo de vínculo na infância estimula, sem dúvida, o desenvolvimento certeiro da empatia, das atitudes solidárias.

Meninazinha, com meu cachorro, tanto treinei o valor da responsabilidade quanto a relevância da empatia. Alegrar-me quando o via feliz, ocupar-me dele quando estava doente e muito sofrer quando ele partiu. Tudo é uma preparação para crescer mais resiliente  e tolerante. Sensível aos estados e sentimentos meus e dos outros. Consciente também da provisoriedade das coisas, o que nos faz mais conscientes também a respeito das prioridades do viver…

A relação entre criança e animal é baseada na confiança. Esse laço sincero fortalece senso de pertencimento, o que contribui para uma infância mais segura e equilibrada. Como amigos sinceros, esse tipo de laço ajuda a criança a experimentar de várias maneiras, e com rotina, companhia, cotidianos de cuidados, amorosidade, empatia. Tornar-se-á, naturalmente, um ser humano mais atento e responsável no convívio com os seus.
 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita