Virtude doente
A caridade na vida
É sempre a elevada Lei do Bem,
O pão que sobra no nosso prato
Falta no prato de alguém.
A caridade difere
Na ideia de muita gente
Que faz da santa virtude
Uma virtude doente.
É o caso incompreensível
De Dona Joana Pellejos
Que deu vestidos às irmãs viúvas
Inçados de percevejos.
Gilberto Antonio Pereira,
Da Fazenda dos Espichos,
Deu às crianças famintas
Oito goiabas com bichos.
Dona Solange das fontes,
Com toda a sua altivez,
Deu um capacho velho a uma velhinha
Para cobrir-lhe a nudez.
Dizia João de Mantena,
A quem faz da caridade um capricho:
— Não se transforma um irmão
Em um depósito de lixo.
Caridade é ajudar quem chora,
A quem sofre dor nos extremos,
É transmitir esperança e reconforto,
E partilhar os recursos que já temos.
Caridade só é a gentileza
Que não se aflige e não se atrasa
Em ser compreensão e tolerância
Lá dentro de sua própria casa.
É reconhecer que estamos unidos,
Todos na qualidade de cristãos,
Que servindo ou dirigindo
Nós todos somos irmãos.
Em nossa humilde reunião
De Verdade, Amor e Luz,
Sabemos que onde há caridade
Reina a presença de Jesus.
Poema psicografado pelo
médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 25/04/1998,
em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em
Uberaba-MG.