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Natural de São Paulo (SP) e residente em São
João da Boa Vista, no interior paulista, Marcial
Zilli (foto) é bacharel em Ciências
Econômicas e aposentado como auditor externo e
interno. Atuou também como analista de concessão
de crédito bancário especial, examinando
empréstimos de vultosos valores destinados a
grandes empresas.
Vincula-se ao Grupo da Fraternidade Espírita
Irmão Joseph, adeso à OSCAL – Organização Social
Cristã André Luiz, que agrega outros 84 Grupos
da Fraternidade, dois deles localizados na
Espanha. Sob a inspiração de André Luiz, essas
instituições formam o Movimento da Fraternidade,
cujos objetivos são a divulgação da Doutrina dos
Espíritos e do Evangelho de Jesus, a assistência
social espírita, o passe espírita e a formação
de ambientes espiritualizantes, tendo como
objetivo maior a vivência do Cristianismo
primitivo. Para tanto, trabalham na construção
da Cidade da Fraternidade, na periferia de Alto
Paraíso de Goiás (GO).
Marcial atua como coordenador titular do
Departamento de Integração Fraterna e também
como médium, nas modalidades de psicofonia,
psicografia e psicopictografia, passista,
comentarista esporádico e facilitador de grupos
de estudo sobre a história da Codificação do
Espiritismo e seus princípios doutrinários,
codificados por Allan Kardec. É ainda editor do
boletim informativo Fraternizar,
veículo de comunicação do Grupo Joseph, por
intermédio do Departamento de Integração
Fraterna.
Entrevistamo-lo sobre sua vivência espírita.
Quando e como se tornou espírita?
Nasci há 75 anos em uma família espírita. Meu
bisavô materno foi cofundador, juntamente com o
avô da dra. Irvenia De Sanctis Prada, do Centro
Espírita Luz e Caridade, que completará 109 anos
de existência em 2026, em Itobi (SP). Foi ali
que, aos 27 anos, minha mediunidade eclodiu,
enquanto tomava um passe.
O que mais o atrai no conhecimento espírita?
A convicção da continuidade da vida após a morte
biológica. E também o fato de que sua base são
os ensinamentos de Jesus Cristo, resumidos no
Amor.
Para resumir essas décadas de vivência espírita,
o que você diria ao leitor?
A Doutrina dos Espíritos nos esclarece que
nossas atuais aflições têm sua origem nos
equívocos que praticamos em reencarnações
anteriores, caso não sejam também provocadas por
nossas ações atuais. Com a fé raciocinada,
libertamo-nos de culpas, remorsos, medos e
outros traumas que carregamos em nosso íntimo.
Fale-nos de sua convivência com Raul Teixeira.
Conheci a Doutrina Espírita aos 27 anos, durante
uma visita aos meus pais, em Itobi, após a
aposentadoria de meu pai. Minha mãe assumiu a
presidência do CELC – Centro Espírita Luz e
Caridade, hoje com 108 anos de fundação.
Juntamente com meu irmão e meus primos, formamos
a Mocidade Espírita Francisco de Paula Victor.
Durante um passe, tive uma manifestação
mediúnica que me despertou para o estudo e o
desenvolvimento da mediunidade, pois nunca antes
havia experimentado um êxtase tão claro.
Nesse período, conheci José Primo Bertoldo, que
me aproximou do Movimento Espírita de São João
da Boa Vista e da USE regional. Passei a atuar
no Departamento de Mocidades Espíritas, em
trabalhos de integração e unificação.
Participamos de excursões e de contatos com o
trabalho de Chico Xavier, em Uberaba.
Mais tarde, tive contato com Raul Teixeira, que
me incentivou ao estudo aprofundado. Em seguida,
fui convidado a acompanhá-lo em palestras pelo
Brasil, realizando estudos e breves comentários
doutrinários baseados em textos de Emmanuel, da
coleção Vinha
de Luz.
Essa trajetória consolidou meu trabalho
voluntário no Espiritismo, onde encontrei minha
família espiritual e também minha esposa, com
quem formei minha pequena e amada família.
Em sua visão, estamos, coletivamente,
conseguindo assimilar bem os conteúdos
doutrinários do Espiritismo?
Em nosso Grupo da Fraternidade Espírita Irmão
Joseph, temos muitos companheiros dedicados ao
estudo da Doutrina dos Espíritos e às tarefas
assistenciais e de acolhimento fraterno.
Convivemos nas tarefas de amor ao próximo,
buscando sempre a harmonia e a paz.
Considera que as instituições espíritas estão
cumprindo bem seus objetivos de estudar e viver
o Espiritismo?
Por meio de meu trabalho de integração fraterna
junto aos nossos coirmãos das Casas Espíritas de
São João da Boa Vista e região, posso observar a
dedicação ao ideal de divulgação da Doutrina
Espírita e do Evangelho de Jesus, bem como ao
acolhimento fraterno, material e espiritual.
Fale-nos da instituição à qual se vincula.
Alguma lembrança marcante a destacar?
Meu amado Grupo da Fraternidade Espírita Irmão
Joseph completa, em 9 de setembro, 70 anos de
atividade ininterrupta, com exceção do período
da pandemia de coronavírus, em 2020. Suas portas
permaneceram fechadas durante o lockdown e, no
retorno às atividades presenciais, adotamos
gradualmente medidas protetivas, como o uso de
máscaras e a disponibilização de álcool em gel
na entrada. Alcançamos, assim, a marca de zero
casos de contágio entre nossos companheiros e
frequentadores. Adotamos também o formato
virtual para dar continuidade aos estudos
doutrinários. Tivemos, inclusive, a manifestação
do mentor Palminha, por psicofonia, através de
minha mediunidade.
Quando cheguei à cidade, fui convidado a
conhecer o Grupo e a pesquisar a história de sua
trajetória, que se iniciou antes mesmo de seu
registro em cartório, com reuniões entre amigos
para o estudo das obras básicas, realizadas na
garagem do casal Lila e José Afonso Bittar. O
objetivo era apresentar essa história em uma
reunião comemorativa dos 56 anos, em março de
2013.
Ao entrevistar os fundadores e pioneiros ainda
encarnados, nasceu em mim, durante a
apresentação, um profundo sentimento de
pertencimento, como se eu também tivesse
participado daquela caminhada desde o início.
Semanas depois, em uma reunião mediúnica, um
mentor espiritual esclareceu que minha percepção
tinha fundamento, pois muitos trabalhadores
participam espiritualmente, antes da
reencarnação, ainda na erraticidade, do
planejamento das Casas Espíritas onde
futuramente deverão “servir”.
Algo mais a acrescentar?
Sinto o Grupo Joseph como um porto seguro de
oportunidades abençoadas de redenção, não só
para mim, pessoalmente, mas para muitos irmãos
que chegam até ele e são acolhidos fraternal e
incondicionalmente.
Suas palavras finais.
Agradeço a oportunidade de expor minhas sinceras
percepções sobre a importância da Doutrina dos
Espíritos e desta Casa de Trabalho do Amor e da
Fraternidade, tão importante e imprescindível
para alcançarmos a luz do conhecimento e o
entendimento da verdadeira vida.
Jesus deu de si mesmo em sacrifício para nos
ensinar o norte da caminhada em busca de nossa
felicidade plena, a perfeição espiritual.
Que Deus nos
abençoe, hoje e sempre! Prossigamos!
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