Um minuto
com Chico Xavier

por Regina Stella Spagnuolo

   

A Escola Superior de Guerra convidou Chico Xavier a dar uma palestra para seus alunos. Ele aceitou o convite. No final da conferência, os cadetes se perfilaram e, em fila, cantaram para ele o hino de sua escola.

O jornal Última Hora criticou a performance do entrevistado: sorriso por sorriso, o de Sílvio Santos é mais cativante; simpatia por simpatia, a de Hebe Camargo é mais convincente; o gesto de ajustar os óculos tem mais charme quando executado pelas mãos de Flávio Cavalcanti; a voz afetada de Norminha, personagem de Jô Soares, é mais espontânea.

Mas teve de reconhecer: “Nenhum programa de televisão, por melhor que seja, terá os recursos de Chico Xavier. Qualquer problema do espírito, do corpo, deste ou de outro mundo tem dele solução pronta e imediata.”

Cópias dos dois Pinga-Fogo, devidamente dubladas, chegaram a circular no Japão, onde já era vendida a versão de Nosso Lar. Muita gente gravou, em fitas cassete, o discurso de Chico Xavier.

De repente, ele se transformou em ídolo de massas, um showman, um popstar. Além de ter sido a maior atração da TV brasileira de 1971, foi eleito personalidade do ano pelo jornal Lavoura e Comércio, recebeu a Palma de Ouro, não em Cannes, mas no programa Silveira Lima, e foi promovido a Servidor Emérito pelo Rotary Clube de Uberaba.

Teria de pagar um imposto sobre tanto sucesso.


Do livro 
As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita