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A Escola Superior de Guerra convidou Chico Xavier a dar
uma palestra para seus alunos. Ele aceitou o convite. No
final da conferência, os cadetes se perfilaram e, em
fila, cantaram para ele o hino de sua escola.
O jornal Última Hora criticou a performance do
entrevistado: sorriso por sorriso, o de Sílvio Santos é mais
cativante; simpatia por simpatia, a de Hebe Camargo é mais
convincente; o gesto de ajustar os óculos tem mais charme quando
executado pelas mãos de Flávio Cavalcanti; a voz afetada de
Norminha, personagem de Jô Soares, é mais espontânea.
Mas teve de reconhecer: “Nenhum programa de televisão, por
melhor que seja, terá os recursos de Chico Xavier. Qualquer
problema do espírito, do corpo, deste ou de outro mundo tem dele
solução pronta e imediata.”
Cópias dos dois Pinga-Fogo, devidamente dubladas,
chegaram a circular no Japão, onde já era vendida a versão de Nosso
Lar. Muita gente gravou, em fitas cassete, o discurso de
Chico Xavier.
De repente, ele se transformou em ídolo de massas, um showman,
um popstar. Além de ter sido a maior atração da TV
brasileira de 1971, foi eleito personalidade do ano pelo jornal Lavoura
e Comércio, recebeu a Palma de Ouro, não em Cannes, mas no
programa Silveira Lima, e foi promovido a Servidor Emérito pelo
Rotary Clube de Uberaba.
Teria de pagar um imposto sobre tanto sucesso.
Do livro As
vidas de Chico Xavier, de
Marcel Souto Maior.
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