Quando o amor pensa no outro
A felicidade não é uma estação de chegada, mas um modo
de viajar. M.
Ruberck
Algumas pessoas aprendem cedo que a felicidade não mora
apenas nas conquistas que possuímos, mas sobretudo no
que ofertamos ao próximo em nossa caminhada.
Conta-se que muitas pessoas estavam reunidas em um
bosque de um grande hospital universitário. Era Ano
Novo, mas a instituição nunca interrompia o atendimento.
Para surpresa de uns e esperança de outros, surgiu um
espírito de luz e anunciou:
– Está aqui um Anjo e atenderá um desejo, em nome do
médico das almas – Jesus.
Formou-se uma fila silenciosa. Entre os presentes
estavam dois amigos que se haviam conhecido nas visitas
mensais ao hospital.
Quando chegou a vez do menino mudo, ele se aproximou.
Seus lábios nada disseram, mas o coração falou.
Logo depois, o cadeirante fez sua prece e também se
afastou.
Pouco depois, algo inesperado aconteceu: o menino que
não podia andar levantou-se e deu os primeiros passos.
Seus olhos lacrimejaram.
Tomado pela gratidão, voltou ao Ser de luz e disse:
– Senhor, quero agradecer. Agora posso caminhar.
O benfeitor respondeu com ternura:
– Meu filho, escolhi atender o desejo mais justo: o do
seu amigo, que nada disse com os lábios, mas pediu com o
coração – que você pudesse andar.
O menino compreendeu que o amor verdadeiro não pede para
si.
E o bosque pareceu mais iluminado, pois todos perceberam
que a verdadeira amizade encontra alegria na felicidade
do outro.
|