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Aos
sábados à noite, o Sr. Osvaldo e alguns amigos
acompanhavam Chico Xavier em suas saudosas
peregrinações, levando um lampião para iluminar a
escuridão dos locais visitados. Em cada casa, um dos
moradores abria O Evangelho segundo o Espiritismo ao
acaso.
Certa noite,
pararam diante de um casebre, e o morador abriu o Evangelho.
Chico leu uma passagem que tratava do perdão. No sábado
seguinte, voltando ao mesmo casebre, o senhor tornou a abrir o
livro, e a lição foi novamente a mesma: exaltava o perdão. No
terceiro sábado, pela terceira vez, abriu-se exatamente o mesmo
trecho.
Emocionado, o
morador então lhe disse, em seu linguajar simples:
— Seo Chico,
se não fosse a leitura que o senhor fez, eu tinha matado o meu
genro. Sábado passado, o senhor leu, pela segunda vez, a lição
que fala do perdão. Pouco tempo depois, meu genro me deu um tiro
de revólver, mas não acertou. Peguei a espingarda e, quando fui
atirar, lembrei do que o senhor leu, baixei a arma e perdoei
ele.
É surpreendente
como o Plano Espiritual atua em nosso favor. Os Espíritos que
acompanhavam Chico, percebendo que algo muito grave estava
prestes a acontecer naquela família, inspiraram aquele senhor a
abrir, por três sábados consecutivos, a mesma lição sobre o
perdão, evitando, assim, uma tragédia familiar.
Do livro Notáveis
casos de Chico Xavier, de
Osvaldo de Castro.
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