Não exponha seu filho pequeno às telas
A educação exige os maiores cuidados, porque influi
sobre toda a vida. Sêneca
Infelizmente as crianças no Brasil estão sendo expostas
cada vez mais cedo e por períodos longos às telas.
O uso de telas na primeira infância é nocivo, compromete
o desenvolvimento, afeta habilidades e inteligência. O
aprendizado se dá, nessa fase, através de brincadeiras e
interações, e em contato da criança com o mundo, as
coisas…
Muitos pais afirmam que as telas ajudam a manter a
criança ocupada, acomodada, silenciada. Contudo, essa
“ocupação” é, na realidade, largamente prejudicial. É um
desserviço à inteligência, à experiência do viver com
atenção…
Diversos estudos hoje apontam risco de depressão,
ansiedade relacionada ao uso excessivo de telas. Além
disso, um claro comprometimento da cognição, obesidade,
apego a comportamentos sedentários, problemas de
concentração, queda no rendimento escolar, dificuldades
de relacionamento e convivência social.
Os pais devem vedar o uso de telas na primeira infância
e, para as crianças maiores, restringir o uso,
incentivando brincadeiras ao ar livre, atividades
físicas, contato regular com a natureza.
Brincar é o ato mais significativo da infância. Jogar
bola, explorar o quintal, subir em árvores na pracinha,
brincar junto com os colegas da escola ou do condomínio.
Sentir tédio, explorar a imaginação… Isso, sim, favorece
o desenvolvimento e facilita os vínculos, as
experiências cotidianas da vida individual e social.
Se você tiver um filho pequeno restrinja, sem receio, o
uso de telas. Incentive as brincadeiras, os jogos, o
explorar no parque, os livros - maravilhosos brinquedos.
O dia a dia precisa ser analógico para quem experimenta
o começo da vida…
Notinhas
Segundo pesquisa realizada em abril de 2025 pelo
Instituto DataFolha, a pedido da Fundação Maria Cecília
Souto Vidigal, no Brasil 94% das crianças de 4 a 6 anos
usam telas todos os dias.
Para as crianças com menos de 2 anos, a Sociedade
Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que não tenham
nenhum tipo de exposição.
Por tudo que leio, escuto e observo no meu trabalho,
insisto com os pais: o ideal é manter a criança afastada
das telas, sobretudo no primeiro setênio.