Considerações sobre os pedidos que
dirigimos aos benfeitores espirituais
Há
espíritas que discordam da importância de termos um
caderno de vibrações dentro da Casa Espírita, no qual as
pessoas, quando desejam, anotam os nomes e os endereços
de familiares ou amigos necessitados de ajuda
espiritual.
É assim que
muitos espíritas ou simpatizantes do Espiritismo
costumam formular seus pedidos de intercessão espiritual
em benefício dos que sofrem.
Trata-se, como sabemos, de uma prática adotada por
muitos Centros Espíritas, como, por exemplo, ocorre em
Londrina. No Centro Espírita Nosso Lar, a casa espírita
mais antiga da cidade, existe, logo à entrada do
auditório, um espaço e um livro destinado a essas
anotações.
Anos atrás, algumas pessoas, então investidas na direção
da Casa, quiseram eliminar essa prática, o que,
felizmente, não aconteceu, porque esse serviço tem, como
sabemos, grande importância na definição do trabalho
socorrista que os benfeitores espirituais realizam no
período da noite, do qual muitos trabalhadores
encarnados participam durante o período do sono. São
muitos e expressivos os relatos mediúnicos que comprovam
a realização dessa atividade.
A origem da prática ignoramos, mas é provável que tenha
resultado de uma intuição registrada pelos pioneiros do
movimento espírita, visto que, como sabemos, alguns dos
critérios utilizados pelos benfeitores espirituais no
socorro aos encarnados são, exatamente, o pedido de
ajuda, a solicitação nominal, a prece intercessória.
Como os necessitados se contam aos milhares, os
benfeitores se valem desse meio, uma vez que sabem eles
perfeitamente que a vontade de melhorar, de mudar, de
dar novo rumo à própria vida constitui um elemento
importante nas chamadas curas espirituais, em que o
melhor médico será sempre o próprio enfermo.
Atender os que pedem socorro é, pois, algo absolutamente
normal e que se encaixa com perfeição em um conhecido
ensinamento dado por Jesus: “Pedi e se vos dará. Buscai
e achareis. Batei e a porta vos será aberta” (Mateus,
7:7).
É devido a isso que se torna fácil compreender a
importância dos aludidos cadernos, nos quais é bom
lembrar que os dados da pessoa a ser assistida devem
estar completos (nome da pessoa, rua, número da casa ou
do apto.), uma vez que os benfeitores espirituais,
quando visitam alguém que não conhecem, fazem como nós
fazemos: levam o endereço à mão, pois não são adivinhos
nem milagreiros.
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