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por João Márcio F. Cruz

 

O espírito Homero desmascara a hipocrisia do mundo


Homero é o nome tradicionalmente atribuído ao autor das duas maiores epopeias da Grécia Antiga: Ilíada e Odisseia.

· Teria vivido por volta do século VIII a.C.

· Provavelmente na região da Jônia (costa da Ásia Menor, atual Turquia), possivelmente em Esmirna ou na ilha de Quios.

· Não há dados históricos seguros sobre sua vida.

· Alguns estudiosos até questionam se Homero foi uma única pessoa ou o resultado da tradição oral de vários poetas.

Ilíada: narra episódios da Guerra de Troia, especialmente a ira de Aquiles.

Odisseia: conta o retorno de Ulisses (Odisseu) para Ítaca após a guerra.

As epopeias foram compostas dentro de uma tradição oral, transmitida por aedos (poetas-cantores) antes de serem fixadas por escrito. Homero influenciou profundamente:

· A educação e cultura gregas.

· A literatura ocidental.

· A filosofia e a historiografia antigas.

Um dos maiores poetas do ocidente manifesta-se, para surpresa de todos, em novembro de 1860 e deixa uma reflexão poderosa na Sociedade Espírita de Paris:


Várias cidades disputaram a honra de vos ter sido o berço. Poderíeis esclarecer-nos a respeito?

─ Procurai a cidade da Grécia que possuía a casa do cortesão Cleanax. Foi ele que expulsou minha mãe do lugar do meu nascimento, porque ela não quis ser sua amante, e sabereis em que cidade vim à luz. Sim, elas disputaram essa suposta honra, mas não disputavam por me haverem dado hospitalidade. Oh! Eis os pobres humanos. Sempre futilidades; bons pensamentos, nunca! (Revista Espírita, novembro de 1860.)


Homero, primeiramente, faz uma revelação. Até hoje não se sabe com exatidão onde ele nasceu. Ora, o próprio espírito seria a fonte mais confiável pra nos dizer isso. O cortesão Cleanax (ou Kleônax) é geralmente associado à cidade de Siracusa, na Sicília. Ele teria vivido na corte de Dionísio I de Siracusa (século IV a.C.), que governou a cidade entre 405 e 367 a.C. As fontes antigas mencionam Cleanax como membro do círculo cortesão ligado ao tirano.

E depois, o célebre poeta tece uma crítica contundente a hipocrisia do mundo que valoriza “futilidades”, títulos e prestígio. No tempo de Kardec, século XIX, assim como hoje, existe uma “briga” histórica de várias cidades que tentam convencer o público de terem sido a terra natal do poeta.

É motivo de grande honra dizer que “tal personagem histórico nasceu aqui...” !!!

Isso gera turismo, comércio, a economia do lugar se abastece de nomes pomposos. A cidade é contemplada com arquitetura, símbolos, museus que retratam a vida do célebre morador que se tornou reconhecida no mundo pela sua façanha. O espírito Homero cita isso: “Sim, elas disputaram essa suposta honra, mas não disputavam por me haverem dado hospitalidade...”

O que ele está querendo nos dizer?

Hoje, várias cidades disputam o nome e a honra do famoso poeta grego Homero, mas quando ele nasceu, pobre, de uma mãe solteira, nenhuma dessas cidades lhes acolheu. Homero, ainda criança e sua mãe passaram fome, sede, abandono e sérias privações. Todos querem o poeta Homero, mas ninguém quis a criança Homero e sua pobre mãe.

O espírito, e somente ele poderia nos esclarecer, o motivo do abandono:

“Foi ele que expulsou minha mãe do lugar do meu nascimento, porque ela não quis ser sua amante...”

O cortesão forçou uma relação afetiva com sua mãe. Como ela recusou-se, foi expulsa de sua terra natal. Uma mulher pobre e seu pequeno filho, lançados na rua, abandonados a própria sorte.

O menino cresceu, sob a proteção dos deuses gregos, e tornou-se o maior poeta grego e quiçá um dos maiores do ocidente. Essas informações, somente o próprio espírito teria como compartilhar. Ele, melhor do que qualquer historiador, saberia com riqueza de detalhes todo o sofrimento de sua infância e os dissabores que enfrentou antes do sucesso e a gloria ateniense. Tais informações só são possíveis através do diálogo mediúnico com as almas do além. A fonte mais precisa e confiável são os próprios espíritos...

Louvada seja a mediunidade que permite tais revelações e informações que só edificam o passado na construção de um futuro mais nobre.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita