Ego, o nosso
obsessor interno
Para facilitar o
desenvolvimento
da Força
Espiritual em
nós, é muito
importante
escutarmos
conselhos,
orientações, de
Seres mais
evoluídos do que
nós, os Mestres
e Mestras, os
nossos Mentores,
os nossos Guias,
os Orixás, cada
um de nós com
nossas crenças,
nossas
concepções
espirituais.
Para isso, é
necessário o
nosso ego já
estar em um
nível
suficientemente
elevado para ser
possível o
acesso de nossa
percepção destes
Seres. Isso
significa um
nível já maduro,
adulto, o mais
próximo possível
do nível ancião
do nosso ego, a
sabedoria.
Pessoas com um
nível ainda
inferior de ego,
muito infantis
consciencialmente,
muito
autocentradas,
dificilmente
conseguirão
escutar
Conselhos
Superiores,
devido à sua
baixa frequência
vibratória.
Enquanto
aquelas, de mais
elevada
frequência,
conseguem captar
níveis
superiores de
informação, de
vez em quando,
mais
frequentemente
ou muito
frequentemente,
depende de cada
um, estas
raramente ou
nunca conseguem,
estando sujeitas
a níveis
inferiores de
orientação,
vindas do que
chamam de
“obsessores”.
Eu,
particularmente,
não simpatizo
com essa
denominação –
obsessores.
Acho até uma
falta de
respeito com
esses irmãos e
irmãs
desencarnados.
Em todo o caso,
como é o termo
usual, vou
utilizá-lo aqui,
mesmo sabendo
que os estou
desrespeitando.
Comparo o nosso
ego com os
obsessores vejam
as semelhanças:
1. Ambos nos
influenciam ou
até nos comandam
2. Ambos atuam
em nossos
pensamentos 3.
Ambos estão
alojados junto a
nós: os externos
do lado de fora,
o ego do lado de
dentro 4. Ambos
necessitam ser
contatados e
convencidos a
seguir o seu
caminho: os
externos para o
Astral Superior,
o ego para
níveis
superiores de
consciência
E a diferença?
Apenas uma: os
obsessores devem
ser orientados
em um Centro
Espírita ou
Espiritualista,
o ego em um
consultório
psicoterápico.
Mas, mesmo
realizando um
tratamento em um
Centro para os
obsessores
externos ou em
um consultório
psicoterápico
para o nosso
obsessor
interno, podemos
dar uma mãozinha
nisso
conversando com
eles, tanto com
os de fora como
o de dentro.
Como se faz
isso? Através do
mesmo local por
onde eles
entram: a nossa
mente. Não vai
sair por aí
falando em voz
alta com um
obsessor senão
vão dizer que
você é
esquizofrênico...
E não fique
falando com o
seu obsessor
interno senão
vão dizer que
você não bate
bem da cabeça,
que fala
sozinho... Faça
isso
silenciosamente,
sem
verbalização,
comunique-se
através da sua
mente, com os de
fora e com o de
dentro.
Vamos ver como
se faz isso:
1. Com um
obsessor
externo, fale
com ele de igual
para igual, sem
colocar-se
abaixo nem acima
dele. Veja o que
ele quer. Por
que está ao seu
lado? O que você
fez para ele em
uma vida
passada? Qual um
hábito seu que o
atraiu para seu
lado (beber,
fumar, usar
drogas etc.)?
Faça uma amizade
com ele, afinal
de contas
obsessor também
é gente, vai
entrando em
entendimento com
ele, vai ficando
íntimo, escute
suas razões,
suas queixas a
respeito de
você, ou o que o
atraiu para
perto, o que
vocês têm em
comum, mas não
vá se apegando,
vai gostando
dele, faça com
que ele vá
gostando de
você, mas que
não vire
noivado,
casamento, amor
eterno, aí
também é
exagero, dali há
um tempo você
vira o obsessor
dele, se já não
era desde o
início.
Quando vocês
estiverem, como
diz a gurizada,
numa boa, diga a
ele que agora é
hora dele subir
para o Astral,
se ele esqueceu
como é lá, faça
propaganda
daquele local,
vá deixando-o
com água na
boca, com muita
vontade de ir,
chame um Ser de
Luz para
guiá-lo, deseje
a ele tudo de
bom, paz, amor,
saúde,
felicidade, um
dia vocês se
encontram de
novo, ou lá ou
aqui. Se der
vontade de se
emocionar com a
sua partida, não
tenha vergonha,
se emocione,
pode até
derramar umas
lágrimas, tudo
bem, faz parte,
afinal ele era
uma companhia, e
agora está indo
embora, se
desapegue, é bom
para ele e é bom
para você.
2. Com o seu
obsessor
interno, o
processo
inicia-se igual,
fazendo contato,
conversando
mentalmente com
ele, sendo
gentil,
delicado,
compreensivo,
procurando
entender as suas
razões, o que
houve nessa vida
ou em uma vida
passada que o
manteve ainda
tão infantil,
por que é tão
imaturo, por que
se recusa ou tem
tanta
dificuldade para
crescer,
amadurecer. Vai
fazendo amizade
com ele, faça
com que ele
sinta que pode
confiar em você,
que só quer o
seu bem, que
pare de tanto se
magoar, se
sentir
rejeitado, se
achar o gás da
Coca, o melhor
biscoito do
pacote, ou um
nada, um zero à
esquerda, que
pare de beber,
de fumar, de
usar drogas, de
se destruir ou
destruir
(emocionalmente)
o seu pai, sua
mãe, sua
família, enfim,
que se torne um
adulto,
consciente,
direcionado,
organizado,
disciplinado,
limpo, claro.
No início, ele
pode desconfiar
de você, não
acreditar que
quer o seu bem,
afinal de contas
ele o domina há
milhares e
milhares de
anos, por que,
de repente, você
percebeu isso e,
mais, resolveu
ser seu amigo,
se antes era seu
servo? Bem, aí
vai depender de
sua capacidade
de amar, de
perdoar e
perdoar-se,
pedir ajuda para
um nível
superior de
entendimento,
dialogar com ele
de uma maneira
amorosa, mas
firme, empática,
mas sincera,
fraterna, mas
confiante. Cuide
para não se
sentir mais do
que ele,
lembre-se que
você e o seu ego
são um só, é a
mesma coisa,
você é ele e ele
é você.
Também não fique
implorando,
rastejando, é
uma conversa de
igual para
igual, ninguém
respeita uma
pessoa que fica
implorando,
rastejando,
choramingando,
nem o seu ego
nem o seu
namorado/a, nem
o seu
marido/esposa,
nem as outras
pessoas, nem
você mesmo se
respeita agindo
assim. Entre em
entendimento com
o seu ego, o que
já não cabe
mais, até já
passou da hora
de mudar, você
não é mais uma
criança, não é
mais uma pessoa
que necessita
ser admirado,
ficar se
exibindo, não
precisa ficar
chamando a
atenção,
querendo mostrar
que é “o cara!”
ou “um
coitadinho”, já
passou essa
fase, hora de
crescer.
O seu ego está
precisando de um
pai bom ou de
uma mãe boa ou
um irmão/ã mais
velho/a
conselheiro/a,
você consegue
ser? Se sim,
ótimo, mãos à
obra. Se não,
recomendo
terapia.
Mauro Kwitko é
médico,
escritor,
fundador e
presidente da
Associação
Brasileira de
Psicoterapia
Reencarnacionista
(ABPR).