Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Clássicos: livros essenciais para a infância


"Qual ioga, qual nada! A melhor ginástica respiratória que existe é a leitura, em voz alta, de
 Os Lusíadas." Mario Quintana


Se você tem filhos pequenos e costuma ler para eles — na hora de dormir ou nos momentos de folga —, não deixe de incluir os livros clássicos.

Sim, a leitura dos clássicos contribui para o desenvolvimento infantil. Ela favorece a formação de valores, o aprendizado dos sentimentos e das virtudes e ajuda a desenvolver a capacidade de autogestão.

Essas obras, em geral, abordam temas essenciais à convivência humana: o bem e o mal, o certo e o errado, a honestidade, a lealdade, a justiça, as diversas faces do preconceito, além da coragem, da bondade e de tantas outras virtudes. A criança que tem contato com esses assuntos desde cedo recebe valiosos estímulos para sua formação moral.

É sabido: a leitura dos clássicos fortalece a empatia, a percepção social e a inteligência emocional. Amplia o repertório cultural e refina a compreensão do mundo.

Além disso, familiarizar-se, desde a infância, com obras clássicas contribui para a formação de leitores mais preparados. O contato precoce com narrativas mais elaboradas desperta, no futuro, o interesse por livros de maior complexidade. E ler melhor significa também pensar com mais clareza, comunicar-se com mais eficiência e cultivar maior sensibilidade.

A Ilha do TesouroO Pequeno Príncipe e O Patinho Feio são apenas alguns exemplos de clássicos que podem ser apresentados às crianças.

Nunca esqueci PollyannaAlice no País das MaravilhasPinóquioO Gato de BotasO Jardim SecretoO Hobbit e O Senhor dos Anéis. Este último, escrito pelo autor britânico J. R. R. Tolkien entre 1937 e 1949, durante um período em que parte da obra foi concebida em meio à Segunda Guerra Mundial, dá continuidade à história iniciada em O Hobbit.

Esses livros me marcaram e, entre muitos outros, ajudaram-me a tornar uma pessoa preocupada — e também ocupada — com o aprimoramento do próprio caráter, buscando viver voltada para o Bem, ainda que esse permaneça como um ideal a ser alcançado.

No fim das contas, o essencial é isto: sermos pessoas boas. E os bons livros, sem dúvida, são grandes companheiros nessa tarefa cotidiana.


Notinha

Os clássicos são verdadeiras heranças da humanidade. São histórias que dialogam com questões profundas e universais, como a vida e a morte, o sagrado, o amor, os medos e a busca por respostas. Além disso, muitas dessas obras marcaram gerações, despertaram o gosto pela leitura e continuam formando leitores em todo o mundo.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita