Joias da poesia
contemporânea

Autoria: Chiquito de Moraes

 

Cantigas da reencarnação

 

Amor na reencarnação,

Quase sempre, é como eu vi:

Cada um procura longe

O que está perto de si.

 

Reencarnação quando traz

Família com desenganos

Procura fazer a paz

Nas rixas de muitos anos.

 

Dois corações quando em prova

Têm dessas provas fatais:

Um deles nasce mais cedo,

O outro tarde demais.

 

Muito afeto reencarnado

Parece em muito caminho

Uma roseira que é nossa

Dando rosas no vizinho.

 

Salvação de amor nas trevas?

Reencarnação — eis o jeito,

Com que Deus doma a paixão

Na jaula de nosso peito.

 

Da obra Tende bom ânimo, poema psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita