Tema: Criação de Deus
Aventuras de um feijãozinho
Era
uma vez uma sementinha. Uma sementinha de feijão. Um
dia, um menino pegou o feijão, plantou-o fazendo um
buraquinho na terra, cobriu-o e molhou-o.
E a
semente, dentro da terra, dormiu. Até sonhou... O tempo
passou.
Todo dia, o menino molhava.
A
semente engordou. Ficou diferente, cresceu. Até que, um
dia, acordou, brotou, nasceu. Olhando para baixo, viu as
raízes na terra. E ali um bracinho verde, bonitinho,
surgiu. Olhou para lá e para cá e falou:
—
Como está escuro! Preciso sair logo daqui!
E
tanto se mexeu que rasgou a terra, e o céu apareceu. O
pé de feijão suspirou. Falou baixinho:
—
Que coisa mais linda...
Um
vento fresco corria, balançava as folhas. Assobiava
assim:
—
Siiuuuuuu! Siiuuuuuu!

Que
alegria! O céu azul. As plantas verdes. As flores
coloridas. Borboletas brancas, pretinhas, azuis... O pé
de feijão olhava tudo e sorria. Havia uma mangueira
enorme, com mangas dependuradas, e ele achou graça!
—
Que coisa mais enfeitada...
Foi
aí que o pezinho de feijão ouviu uma risada:
—
Enfeitada? Ela está é carregada de frutas, meu irmão.
O
pezinho de feijão se assustou e perguntou:
—
Mas quem é você? Como é seu nome?
—
Sou um pé de feijão grande. Somos da mesma família,
somos irmãos...
—
Que bom! Então você vai me ajudar, não vai?
—
Ajudar como?
—
Ensinar. Não estou entendendo nada, é complicado.
—
Tá bom, vamos ver... O que é que você quer saber?
— O
que é aquilo ali cheio de bolinhas?
— É
uma árvore. A dona jabuticabeira. As bolinhas pretas são
suas frutas. Primeiro ela ficou toda florida. Linda! Eu
vi. Depois nasceram os frutos. As pessoas comem as
frutinhas, e os bichos também!
— E
ela não fica zangada? Não se importa?
—
Não, ela até gosta. Fica toda orgulhosa...
— E
aquelas coisinhas correndo ali? — continuou perguntando
o pezinho de feijão.
—
Ah, meu irmão! São as formigas. Um atraso na nossa vida!
Vivem picando todo mundo, beliscando as folhas da gente,
tirando pedaços...
—
Será que elas vão comer as minhas folhinhas? Estou com
medo. Elas são tão novinhas e pequenas, tão
fraquinhas...
—
Não, as formigas agora estão muito ocupadas carregando
as folhinhas que já cortaram. Desta vez escapamos. Agora
é só esperar que o menino venha nos proteger.
— O
menino? Que é isso?
— É
um bicho que anda, fala, molha a gente, tira as formigas
de perto da gente... É legal, você vai ver...
Então, enquanto os dois pés de feijão conversavam,
apareceu um passarinho na mangueira para saborear
aquelas mangas cheirosas, lindas... Beliscou uma manga;
estava deliciosa...
O
pezinho de feijão continuava a admirar a mangueira:
—
Quando eu crescer, vou fazer uma manga linda...
O
pé de feijão sorriu:
—
Como você é bobo, meu irmão! Feijão faz feijão. Não pode
fazer manga...
—
Ora, mas por quê?
—
Porque sim. Somos plantinhas que não fazem frutinhas...
Nós fazemos grãos.
—
Ce... o quê? Não estou entendendo nada!
—
Pois é assim! Cada um é de um jeito. Deus criou muitas
plantas diferentes para darem coisas diferentes. Nós
somos pés de feijão.
—
Ah!... Epa! E agora? O que é isto?
O
pé de feijão olhou, reparou e falou:
— É
uma minhoca, seu bobo! Ela está passeando...
—
Ah! Eu quero passear também...
—
Onde é que já se viu? Você é uma planta; planta não
anda...
—
Que coisa enjoada! Então eu prefiro ser minhoca...
—
Mas minhoca não dá flor nem fruto; fica sempre
minhoca...
—
Por quê, hem?
—
Porque Deus nos fez assim.
A
noite foi chegando, o sol baixando. O menino apareceu
para molhar o pé de feijão. E o pezinho de feijão a
gritar:
—
Uai, o que é isso agora, meu irmão?
— É
o banho, seu bobo. É hora do banho. Legal...
As
margaridas se balançavam todas e cantavam:
—
Tomara que chova três dias sem parar.
O
menino foi embora. A noite chegou, com todas as suas
estrelas. E o pezinho de feijão se encantou.
O
tempo passou, ele cresceu. Criou folhas verdes, grandes,
bonitas e até deu florzinha. E um dia surgiu uma vagem.
Que alegria!
O
pé de feijão ficou emocionado, olhava a vagem encantado:
—
Como é linda a minha vagem. Cheia de feijõezinhos.
Parecem frutinhas. Também tenho frutinhas. Quero
dizer... ce... cereais... É mais fácil falar grãos.
Agora eu sou uma planta de verdade.
E
aqui termina a história do feijão, que era semente,
virou planta, cresceu, deu flor, vagem e sementes...
Mas
esta história pode continuar, se você colaborar. Pegue
um feijão, plante-o na terra ou no algodão, molhe-o com
cuidado. E pronto! Outro pé de feijão vai nascer,
crescer, dar flor, vagem e novas sementes... e começar
tudo de novo.
(História extraída da Apostila de Evangelização da
Editora Aliança.)