Paciência e serviço
Paciência não é inatividade.
Será um estado de compreensão, já que não dispomos de
palavras para defini-la. Compreensão com espírito de
serviço, capaz de aceitar as dificuldades da existência,
com o dever de cooperar para que desapareçam.
A vida nos propõe variados desafios, com a finalidade de
descobrir as nossas qualidades potenciais e
desenvolvê-las para que venhamos a realizar o melhor, a
benefício dos outros. Isso ocorre porque auxiliar aos
que nos compartilhem da estrada é sempre angariar apoio
a nós mesmos.
“Tenhamos paciência” – duas palavras que não nos indicam
a indiferença e sim nos procuram o ânimo para colaborar
sem alarde na extinção dos tropeços com que sejamos
defrontados.
Se te encontras à frente de provações inevitáveis,
aceita-as por amor a ti mesmo, a fim de que não se
ampliem a detrimento de tua própria paz.
Quanto se te faça possível, não te revoltes, nem te
encolerizes, ante os entraves do caminho
O parente difícil, a doença em família ou no próprio
corpo, o prejuízo inesperado, a pessoa querida que se
afasta de nós, a incompreensão alheia ou o trabalho
dobrado, são testes para a superação dos limites
espirituais em que estejamos vivendo.
Segue na estrada que a vida te traçou, sem
marginalizar-te em desânimo ou rebeldia.
A paciência não é almofada para que nos entreguemos ao
sono da inércia, e sim, uma escora segura para que
aprendamos a caminhar.
Do livro Paz, obra psicografada pelo médium
Francisco Cândido Xavier.
|